Jamal Murray causou uma festa no Denver Nuggets depois de ser eleito para o Jogo das Estrelas pela primeira vez. Foram nove temporadas de espera para o armador. Mas, na convocação desse ano, há um estreante ainda mais experiente. Norman Powell entrou na lista dos técnicos do Leste e, com isso, se tornou All-Star em sua 11a temporada na NBA. Antes da notícia, o ala-armador do Miami Heat confiava em suas chances.
“Eu acho que criei um bom caso a meu favor com a temporada venho fazendo. Por isso, creio que mereço estar em Los Angeles. Mas, ao mesmo tempo, tento me manter mais realista e sem muitas expectativas. Na temporada passada, eu aprendi a não me deixar influenciar pelo fato de ser escolhido ou não. É isso”, contou o atleta de 32 anos, horas antes do anúncio.
O feito de Norman Powell, certamente, é bem raro na história da liga. Ele se tornou só o sétimo jogador da história a ser selecionado para o All-Star Game pela primeira vez em sua 11a temporada ou mais tarde. Tyson Chandler, Kyle Korver, Anthony Mason e Sam Cassell, assim como o ala-armador, conseguiram no 11° ano. Vlade Divac (12) e Mike Conley (13) são os únicos que foram (ainda) mais tardios.
“Depois dos jogos, vários jogadores vêm até mim para dizer que sou um All-Star. Que já deveria ter sido eleito no ano passado, quando estava no Los Angeles Clippers. Isso serve como uma validação, pois sempre me vi dessa forma. É algo que trabalho para alcançar a cada temporada. Eu sei que sou um dos melhores e mereço entrar na lista”, cravou o astro de primeira viagem.
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Reinvenção
A presença de Norman Powell entre os eleitos para o All-Star Game não foi por acaso. O Miami Heat, afinal, fez uma forte campanha nos bastidores pelo jogador. Além disso, o seu nome ganhou força depois da impressão de injustiça na última temporada. Para Erik Spoelstra, no entanto, nada é mais significativo do que o desempenho do ala-armador em quadra.
“Acredito que Norman merece entrar na lista, antes de tudo. E o maior elogio que posso lhe fazer é que sempre brilhou nas funções que cumpriu durante a carreira. Ainda evolui a cada dia e, por isso, tem feito algumas de suas melhores temporadas após os 30 anos. Isso é produto da sua ética de trabalho e dedicação”, exaltou o técnico bicampeão da NBA em Miami.
É consenso que Powell sempre foi um bom jogador por onde passou. Mas, na visão de Spoelstra, a adaptabilidade que mostrou nos últimos dois anos foi o passo definitivo para virar um All-Star. “Ele já foi um grande sexto-jogador para o Clippers e, em seguida, se reinventou como titular. Agora, aqui no Heat, é titular desde sempre e sinto que tem sido um astro para nós desde o primeiro dia”, reforçou.
Sem tristeza
Foi uma noite de festa, mas também decepção pelos lados de Miami. Powell conseguiu a sua primeira convocação e, ao mesmo tempo, Bam Adebayo ficou de fora do All-Star Game mais uma vez. A decepção, no entanto, não se sobrepôs à alegria no elenco. Em particular, porque o próprio pivô fez questão de comemorar o reconhecimento inédito ao colega.
“Norman enfrentou muitas dificuldades para chegar aqui e buscar algo que nunca fez na carreira. A gente sente que ele foi injustiçado no último ano e, por isso, estamos felizes por finalmente o ver lá. É impossível não ficar feliz porque ele trabalha tanto que é duro ver alguém mais merecedor nessa liga”, reconheceu o especialista defensivo.
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Fonte: Reprodução / X

