Dillon Brooks é o “passo atrás” que o Suns precisava na NBA

Time do Arizona vem em grande fase na atual campanha da liga

Dillon Brooks Suns NBA Fonte: Reprodução / X

Dillon Brooks é chato, reclama o tempo todo, briga com qualquer um, mas ele faz a diferença no Phoenix Suns em sua primeira temporada pelo time na NBA. Não entenda de forma errada. Ele consegue tirar a pessoa mais calma do mundo do sério, mas tudo isso tem um propósito: vencer.

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O Suns entrou na offseason da NBA com objetivo claro de reconstruir, pois fez trocas impactantes e perdeu o talento de Kevin Durant. E ninguém esperava uma boa campanha, já que o time passou por várias mudanças em todos os setores. Não só em quadra, mas na direção, técnico e tudo mais.

E quando Kevin Durant vai em troca para o Houston Rockets, é Jalen Green o principal jogador que chega. No entanto, os primeiros 44 jogos provaram que Dillon Brooks é muito mais do que aquele cara insuportável em quadra.

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Já é quase o fim de janeiro e o Suns está competindo por classificação direta aos playoffs da NBA. Por enquanto, são 27 vitórias e 17 derrotas de um time sério, que defende como poucos e tem um líder claro: Devin Booker.

Mas mais do que isso, Phoenix abriu mão de dois astros (Bradley Beal e Durant) por nomes como Dillon Brooks, Mark Williams, Collin Gillespie. Por mais que o armador estivesse no elenco em 2024/26, Gillespie tinha papel quase nulo.

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Quando Green fica fora de toda a primeira metade da temporada, o técnico Jordan Ott escolhe o armador para liderar o time. Preciso nos arremessos de três (42.2%), Gillespie cuida muito bem da bola e aplica muito esforço na defesa. O tempo todo, aliás.

Ele ganhou a posição que era do ótimo defensor Ryan Dunn, pois dá estabilidade nos dois lados da quadra. O resultado foi imediato. Desde então, são 16 vitórias em 25 jogos. Ou seja, 64%, algo que daria ao Suns a quinta melhor campanha de toda a liga.

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E tudo isso acontece em um mundo em que Dillon Brooks chega ao Suns como terceira principal peça de uma troca muito relevante na NBA. Afinal, quem esperava que ele fosse fazer isso tudo em Phoenix?

Ótimo defensor, Brooks é o segundo cestinha do time, atrás apenas de Devin Booker. Em 2025/26, o ala produz 20.5 pontos, 3.4 rebotes, 1.1 roubo de bola e 34.7% de acerto no perímetro.

Por onde ele passa, o time melhora. Brooks deixou o Memphis Grizzlies com 51 vitórias em 2022/23. Desde então, a equipe do Tennessee pouco fez na liga. Então, quando foi para o Rockets, a franquia vinha de 22 triunfos e subiu para 41 em 2023/24. Na última campanha, por exemplo, Houston ficou em segundo no Oeste após vencer 52 vezes.

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Agora, o Suns, teve um total de 36 vitórias na última temporada, com 43.9% de aproveitamento. Hoje, o time está com 61.4%.

Mark Williams

Há cerca de um ano, o pivô Mark Williams era anunciado em troca para o Los Angeles Lakers. Enquanto ele seria o tipo de jogador que Luka Doncic queria, o time de Los Angeles brecou o negócio. Williams voltou ao Charlotte Hornets, mas sabia que tinha todas as chances de brilhar em outro lugar.

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Na noite do Draft, o Suns ficou com medo de perder o jovem Khaman Maluach para o Toronto Raptors. Afinal, a equipe canadense precisava de alguém para o setor e Maluach parecia o nome certo.

Então, Phoenix fechou troca por Williams, mesmo sabendo de seu histórico de lesões e gostou do que viu. O jogador vem fazendo a diferença, enquanto Maluach virou apenas um projeto.

Williams faz a diferença nos dois lados da quadra, apesar de apenas 24 minutos por noite, dando várias segundas chances com os seus rebotes de ataque. É o tipo de jogador útil e que tenta fazer de tudo para vencer.

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Suns é candidato a alguma coisa?

Claro que não é ainda para lutar pelo título ou ir muito longe nos playoffs da NBA, mas a forma que vem competindo, depois de tantas mudanças, impressiona. Phoenix pode não ser brilhante no ataque, mas faz tudo sem complicar.

É um basquete inteligente, acima de tudo. Muita pressão defensiva, não tem pressa para resolver no ataque e cuida bem da bola. Não tem nada perfeito ou muito acima da média (exceto a defesa), mas faz tudo certinho, sem complicar.

Devin Booker é o grande e único astro, mas o resultado foi terrível quando o Suns tentou vencer com outros dois.

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Com jogadores de muita raça como Royce O’Neale, Grayson Allen, Jordan Goodwin e, claro, Dillon Brooks, o Suns limita quase todos os oponentes na NBA. Adicione um cara do nível de Booker, com um técnico escolhido a dedo pela direção, você tem um time de verdade.

Phoenix, hoje, é uma das melhores equipes para assistir jogando. Parecia ser um passo atrás, mas o Suns deu vários adiante.

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