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Como Dream Team moldou Dirk Nowitzki e astros da NBA

Seleção dos EUA de 1992 trouxe muito impacto ao basquete atual

Dream Team Dirk Nowitzki NBA
Reprodução / X

O Dream Team mudou tudo no basquete quando a NBA mandou o que tinha de melhor para as Olimpíadas de Barcelona, inspirando futuros jogadores, como Dirk Nowitzki. Em 1992, a seleção dos EUA vinha de uma derrota que não esperava nos Jogos Olímpicos de quatro anos antes. Então, o “Time dos Sonhos” chegou como uma grande propaganda. Mas não é só isso.

Acontece que os então jovens Pau Gasol, Tony Parker, Yao Ming e Dirk Nowitzki viram como o basquete poderia ser diferente. Algo mágico, além do que acontecia apenas em quadra.

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O Dream Team era um grupo de verdadeiros astros do Rock, com tanta atenção da mídia que qualquer garoto acabava se interessando. E foi ali, enquanto os principais rivais dos EUA se desfaziam, que a dominância ficou ainda maior.

Isso porque em 1988, em Seul, o pódio tinha União Soviética em primeiro, Iugoslávia em segundo e EUA em terceiro. Só que os dois países foram dissolvidos antes das Olimpíadas de Barcelona. Ou seja, se com o Dream Team a seleção americana já brigaria pelo ouro, a dissolução detonou equipes incríveis.

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Veja como as seleções ficaram após 1991.

Iugoslávia de 1988

JogadorApós 1991
Drazen PetrovicCroácia
Zdravko RadulovicMontenegro
Zoran CuturaCroácia
Toni KukocCroácia
Zarko PaspaljSérvia
Zeljko ObradovicSérvia
Jure ZdovcEslovênia
Stojko VrankovicCroácia
Vlade DivacSérvia
Franjo ArapovicCroácia
Dino RadjaCroácia
Danko CvjeticaninCroácia

União Soviética de 1988

JogadorApós 1991
Aleksandr VolkovUcrânia
Tiit SokkEstônia
Sergei TarakanovRússia
Sarunas MarciulionisLituânia
Igors MiglinieksLetônia
Valeri TikhonenkoRússia
Rimas KurtinaitisLituânia
Arvydas SabonisLituânia
Viktor PankrashkinRússia
Valdemaras ChomiciusLituânia
Aleksandr BelostennyiUcrânia
Valeri Goborov*

* Morreu em 1989 após acidente de carro

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Veja como as então melhores seleções de basquete do mundo foram completamente destruídas. Assim, não tinha muito o que fazer. Daí, quando o Dream Team chegou, o caminho ficou mais fácil. Claro que ainda seria favorito, mas deixou os adversários mais fracos.

Enquanto isso, Dirk Nowitzki acompanhava de seu quarto, ainda na Alemanha, uma NBA ainda mais forte após o Dream Team. Isso porque os estrangeiros começaram uma “invasão”, melhorando ainda mais tecnicamente o nível do basquete.

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Em 1993, Toni Kukoc, já experiente no basquete europeu, finalmente fez sua estreia na NBA. Mas o detalhe é que poucos jogadores fora dos Estados Unidos conseguiam grande sucesso ali.

Os melhores atletas eram Detlef Schrempf, um alemão talentoso, três vezes All-Star, vencedor do prêmio de melhor reserva em duas oportunidades, além de Hakeem Olajuwon. No entanto, Olajuwon naturalizou-se americano em seguida. Tinha ainda Patrick Ewing, jamaicano, mas que fez o mesmo que o lendário pivô do Houston Rockets. Ambos representaram a seleção dos EUA em Olimpíadas, por exemplo.

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Ou seja, era realmente difícil um estrangeiro dar tão certo.

Mas por que acontecia?

Bem, aí é mais uma questão de costume. Os estrangeiros jogavam com defesa zona e tinham muitas dificuldades quando tentavam marcar individualmente. Na época, zona era proibida na NBA. Então, eles realmente não conseguiam.

Drazen Petrovic, por exemplo, sofreu para entender como fazer o seu jogo da FIBA funcionar na NBA. Somente no então New Jersey Nets, em sua terceira temporada na liga, com 27 anos, conseguiu reconhecimento. O documentário Once Brothers, da ESPN, mostra como a amizade entre Vlade Divac e ele acabou por conta da separação e da guerra.

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Mas o talento existia ali, né?

Aos poucos, diversos estrangeiros começaram a ganhar espaço. Mas alguém fez a diferença.

Dirk Nowitzki, fã do Dream Team, iniciava sua jornada na NBA como um jogador completamente diferente do que todo mundo viu até então. Um cara de 2,13 metros, que arremessava como Larry Bird?

Aquilo fez com que vários times da NBA iniciassem uma verdadeira busca por outros jogadores como Dirk. Inúmeros atletas passaram pela liga como “o próximo Nowitzki”. Boa parte não funcionou. Andrea Bargnani não deixa a gente mentir.

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Inspiração

É impossível imaginar como seria a NBA atual se o Dream Team não tivesse todo aquele impacto no mundo. Foi por conta daquela equipe que fez jovens terem interesse pelo esporte. Tony Parker, por exemplo, sempre fez questão de elogiar e mostrar como aquela equipe inspirou sua carreira.

“Aquilo teve um impacto enorme na Europa”, disse Tony Parker, ao jornalista Marc J Spears, da ESPN. “Se você acompanhar entrevistas que eu, ou Dirk Nowitzki ou Pau Gasol demos enquanto jogávamos na NBA, todos falamos sobre como fomos afetados pelo Dream Team”.

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Mas depois deles, outros jogadores acabaram “explodindo”. É só ver o prêmio de MVP, né? Desde 2017/18, só atleta que nasceu fora dos EUA venceu.

E sabe de uma coisa?

Os próximos candidatos (depois da atual safra) também não são americanos: Luka Doncic e Victor Wembanyama devem dominar o prêmio. Claro, Anthony Edwards, Jayson Tatum ou eventualmente outro, podem aparecer na briga. Mas não passa daí.

Enquanto isso, Nikola Jokic (três dos últimos quatro) e Giannis Antetokounmpo (dois anos consecutivos) ainda brigam.

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“Filhos” do Dream Team

A NBA mudou e não tem volta. Mas isso acontece porque o Dream Team impulsionou. Desde então, vários jogadores estrangeiros que já se aposentaram foram para o Hall da Fama.

O primeiro dos “filhos” não nascidos nos EUA do Dream Team foi Yao Ming, em 2016. Depois, Steve Nash (2018), Manu Ginobili, Dirk Nowitzki, Tony Parker e Pau Gasol (2023).

“Eu comecei a jogar basquete em 1990, 1991”, disse Dirk Nowitzki. “Eu tinha uns 12, 13 anos. Então, comecei a virar um fã da NBA. Michael Jordan ganhou seu primeiro título em 1991. Então, Barcelona-92 acontece e eu me lembro de ver todos os jogos. Teve um grande impacto em mim, enquanto eu queria ser como eles e jogar na NBA. Foi um grande momento em minha vida”.

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A Alemanha, por exemplo, não tem uma tradição tão grande no basquete. Nunca obteve uma medalha em Olimpíadas e tinha, até antes da última Copa do Mundo, um bronze em 2002 como melhor resultado. Sim, Dirk estava lá.

Agora, é a atual campeã mundial e terminou a fase de grupos de Paris 2024 atrás apenas dos EUA.

Claro, é um ciclo. O que os “filhos” fizeram também inspirou outros jovens como Franz Wagner. E já sabe, né? A próxima geração está de olho. A propaganda em 1992 deu certo.

Que bom.

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