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Tiago Splitter exalta atuação histórica de Bruno Caboclo pelo Brasil: “Monstro”

Ex-jogador e assistente técnico da seleção reconhece performance brilhante do pivô contra o Japão

bruno caboclo splitter brasil
Divulgação / FIBA

Bruno Caboclo havia anotado só seis pontos nas Olimpíadas até essa sexta-feira. Então, na partida mais importante da seleção brasileira na primeira fase, o pivô compensou as atuações apagadas em alto estilo. O pivô dominou o garrafão do Japão e, com isso, fez um dos melhores jogos de sua carreira. Para Tiago Splitter, só uma palavra descreve a performance de Bruno Caboclo para o Brasil: monstro.

“No lado ofensivo, o nosso time estava muito concentrado e sabia o que fazer. A gente achou os arremessos que queríamos. Bruno, em particular, teve uma atuação incrível. Nós sentimos a sua ausência nos dois primeiros jogos por causa das faltas. Mas, hoje, foi um grande diferencial para nós hoje. Para resumir, foi um monstro”, elogiou o ex-jogador e agora assistente técnico da equipe.

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Caboclo terminou a partida com 33 pontos e 17 rebotes, enquanto só errou seis de 19 arremessos. Foi a primeira atuação de 30 pontos e 15 rebotes em Olimpíadas desde o espanhol Clifford Luyk, em 1972. Os seus 17 rebotes são a quarta maior marca de um atleta na história olímpica. Por fim, o seu índice de eficiência de 43 é o segundo maior registrado por um jogador desde o Rio-2016.

“Para começar, o time jogou muito bem hoje. E, além disso, eu consegui ficar em quadra e jogar. Isso foi o mais importante porque tive condições de realmente ajudar a equipe. Por isso, preciso ficar mais atento às minhas faltas. Sei que posso impactar as partidas, mas tenho que me manter lá dentro para isso. Tudo começa por isso”, admitiu o ex-jogador do Toronto Raptors.

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Mais elogios

Tiago Splitter não foi o único integrante do Time Brasil que exaltou a atuação dominante de Bruno Caboclo. O veterano Marcelinho Huertas, por exemplo, também saiu de quadra impressionado com o desempenho do colega de time. Mas o armador chamou a atenção para a questão das faltas. Afinal, as atuações ruins do pivô tiveram o pouco tempo de quadra pelo excesso de faltas como motivo primordial.

“Quando não está com problema de faltas, Bruno entrega demais para a equipe nos dois lados da quadra. Ele é uma ameaça na linha de três pontos, no poste baixo e atacando a cesta. Enquanto isso, na defesa, cobre muito espaço e ajuda todos. O jogo fica bastante diferente para o Brasil quando ele está em quadra”, apontou o experiente atleta. Ele anotou 13 pontos e oito assistências na vitória brasileira.

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Aliás, Splitter comemorou a vitória especialmente por Marcelinho. O atleta de 41 anos, com admirável longevidade, é uma das lideranças da seleção em mais uma competição internacional na carreira. “Marcelinho é um grande amigo e merece tudo de bom. Estou feliz por ele, pois essas são as suas últimas Olimpíadas. Ou melhor, isso é o que imagino, né?”, disse, aos risos.

Aprendizado

A atuação de Caboclo, certamente, precisa levar o adversário em conta. Enfrentar o Japão é um desafio mais fácil do que Alemanha e França, especialmente para um pivô. Mas é impossível cravar o que teria sido a atuação do pivô contra os dois adversários europeus com 30 minutos em quadra. A única certeza é que, para poder ter atuações como a dessa sexta, ele precisa estar em quadra.

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“Posso contribuir demais com a minha habilidade ofensiva, em particular, quando estou em quadra. E, mesmo se não estiver bem no ataque, sei como posso ser impactante na defesa com a minha envergadura. Então, se tiver que deixar que a outra equipe pontue aqui e ali, paciência. O mais importante é não cometer faltas e, assim, seguir em jogo”, concluiu o principal jogador do Brasil.

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