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Após reclamação e expulsão, técnico do Kings detona arbitragem da NBA

Mike Brown chegou a usar um computador para mostrar erros na derrota para o Bucks

técnico Kings arbitragem NBA
Jared C. Tilton / AFP

Na derrota do Sacramento Kings para o Milwaukee Bucks, na rodada do domingo (14) da NBA, o técnico Mike Brown ficou furioso com a arbitragem e acabou expulso no quarto período. O comandante do time da Califórnia chegou a invadir a quadra e ir pra cima do árbitro Intae Hwang. Como resultado, precisou ser contido pelos próprios jogadores. Mas não parou por aí.

Após a partida, o técnico do Kings continuou indignado com as decisões tomadas pelos juízes ao longo do jogo e disparou contra a arbitragem da NBA. Então, para justificar sua revolta, ele usou um computador para ilustrar algumas decisões.

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“Os árbitros são humanos e cometerão erros. Mas só espero que haja algum tipo de consistência e algum tipo de comunicação entre eles”, disse Brown. “Esta noite os juízes foram ótimos ao falar comigo a noite toda. Mas em termos de consistência, vocês viram o que houve. Na minha opinião, não houve consistência alguma esta noite”.

Com o notebook, o treinador mostrou uma jogada no terceiro quarto, onde Damian Lillard converteu três lances livres depois se sofrer uma no perímetro. Então, Brown comparou o lance a um exemplo no quarto período. No lance em questão, ele jugou que De’Aaron Fox teria sofrido uma infração. Apontando assim, a inconsistência que ele alertou.

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“Eu só queria mostrar a vocês o motivo pelo qual fui expulso do jogo. Isso aconteceu terceiro quarto, faltando menos de dois minutos para o fim. Os árbitros deram três lances livres para ele. Antes, no intervalo, estávamos perdendo por 19-5 em lances livres. Eu sei que isso acontece às vezes. Mas é muito frustrante”, lamentou.

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Brown ainda mostrou outros lances que julgou polêmicos para a imprensa. Dentre eles, defesas de Brook Lopez sem estar com os braços esticados para cima. Assim, um dos questionamentos do treinador aos árbitros foi sobre a própria regra aplicada.

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“Não entendo, essa não é a regra. Dão falta assim do Domantas Sabonis o tempo todo. Quando reclamo, eles nos dizem que ele precisa estar com as duas mãos para cima. Então, é por isso que fui expulso. Tivemos a chance de vencer o jogo e não conseguimos. Mas eu te falo: é difícil passar por isso”, completou o técnico.

A partida terminou 143 a 142 para o Bucks. Isso porque Lillard converteu uma bola de três pontos no estouro do relógio. O jogo, aliás, estava na prorrogação. Então, o Kings sofreu a segunda derrota seguida e a terceira nos últimos cinco confrontos. Sacramento ocupa a quinta posição da Conferência Oeste com 23 triunfos e 16 derrotas. Por outro lado, Milwaukee é o segundo do Leste com 28 vitórias em 40 partidas disputadas.

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Não é um ‘caso isolado’

O técnico do Kings, entretanto, não foi o único que reclamou da arbitragem da NBA recentemente. Na última quarta-feira (10), o treinador do Toronto Raptors, Darko Rajakovic, detonou a atuação dos juízes na derrota para o Los Angeles Lakers. A equipe angelina, afinal, cobrou 21 lances livres a mais do que os canadenses só no último período de jogo. Também em coletiva, o comandante de primeiro ano criticou as decisões.

“Isso foi ultrajante. O que aconteceu aqui hoje, em síntese, foi ridículo. É uma vergonha para os árbitros e para a nossa liga. Os caras cobraram 23 lances livres em 12 minutos, enquanto tivemos só dois? Como é possível jogar basquete assim? Eles têm astros, sim, mas também temos. Scottie Barnes será um All-Star nesse ano, ataca o aro todas as posses e só teve dois lances livres hoje. Como explica?”, questionou o treinador.

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“Não há explicação para certas marcações. Esses juízes, em primeiro lugar, entram em quadra e veem o que querem. Não querem ouvir nada dos treinadores e jogadores. Ou seja, não estão lá para nos proteger e zelar pelo jogo. Marcar 23 lances livres para um time em um quarto, para resumir, é minar uma partida de acontecer. Não existe forma de jogar basquete assim”, reclamou o comandante canadense.

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