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Gordon Hayward minimiza histórico último jogo de Kobe Bryant na NBA

Ídolo do Lakers marcou 60 pontos na última partida da carreira na liga, contra o Jazz de Hayward

kobe bryant último jogo
Harry How / AFP

O último jogo de Kobe Bryant na NBA foi o encerramento icônico da carreira de um dos melhores atletas da história. Afinal, o ídolo do Los Angeles Lakers marcou 60 pontos diante da torcida da equipe para comandar a vitória de virada sobre o Utah Jazz. Mas nem todos ficaram impressionados com o ato final da lenda da franquia. O ala Gordon Hayward estava do outro lado e fez contrapontos para analisar a histórica atuação.

“Eu sou um grande fã de Kobe, então não quero fazer pouco de sua última atuação. No entanto, o nosso time soube antes da partida que não teríamos chance de chegar aos playoffs. O jogo até poderia valer alguma coisa, mas uma outra equipe venceu antes e acabou. Entramos em quadra, por isso, só para cumprir tabela. Não importava para nós”, disparou o veterano, em entrevista ao podcast do astro Paul George.

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O Jazz, a princípio, realmente não tinha pretensões competitivas iniciando o jogo contra o Lakers. Os angelinos, por sua vez, estavam na última posição do Oeste. Então, o único propósito da partida tornou-se ser uma despedida de Bryant. E assim foi. Ele marcou 60 pontos, mas tentando 50 dos 85 arremessos da equipe. Não há como ignorar que 23 dos pontos aconteceram no último quarto, liderando a virada dos californianos.

“Kobe foi especial nos últimos três minutos do jogo, certamente. Foi surreal. Mas eu não acho que ele foi bem no resto do jogo. Nós estivemos à frente no placar na maior parte da noite, em primeiro lugar. O homem tentou 50 arremessos e deu uns seis ou sete air balls. Tinham atletas passando oportunidades livres para dar-lhe a bola. A atuação foi mais do que aqueles minutos finais”, explicou o hoje titular do Charlotte Hornets.

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Sem aliviar

As declarações causaram surpresa porque partem em outra direção do que Hayward já disse sobre o último jogo de Kobe Bryant na NBA. Não contrariam, mas apontam uma outra visão sobre as circunstâncias da histórica performance. Depois da morte do ex-jogador, essa partida passou a ser reprisada com alguma constância. E, na época, ele rebateu duramente quem dizia que “facilitaram” para o craque.

“O jogo passou a ser exibido novamente nesses dias, então os meus amigos mandaram mensagens. Foi meio estranho porque as pessoas me elogiam e parabenizam por algo que não fiz. Definitivamente, eu não aliviei e nem acho que mereça essa ‘acusação’ de quem viu aquele jogo. Só queria achar isso claro, antes de tudo”, cravou o veterano, que era a referência daquele Jazz.

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Essa impressão tornou-se popular porque Hayward pisou na linha sem motivo aparente antes do lance livre do 60o ponto a Kobe. Isso teria feito a lenda repetir o arremesso, caso tivesse errado. “Kobe fez 60 pontos, mas não dei um ponto sequer ‘de graça’ para ele. A questão do lance livre não foi intencional. Ele perderia o respeito por mim, afinal, se fizesse algo assim”, completou o ala de 33 anos.

Treinamento

A conversa com George, no entanto, não se limitou a contestar a dificuldade da atuação de despedida de Bryant. Hayward, aliás, teve muito mais coisas positivas a falar do ex-atleta falecido. Em particular, ele lembrou do primeiro treinamento que realizou com o “Black Mamba”. Foi uma interação que começou estranha, mas acabaria por mudar a sua carreira e vida no basquete.

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“Eu acho que Kobe estava me testando desde o começo. Ele queria ver se era esforçado, pois não se esforçaria por alguém que não levasse aquilo a sério. Mas, assim que notou o meu comprometimento, ficou ao meu lado sempre. Foi o cara com quem mais aprendi sobre o jogo. E acho que a sua mentalidade, acima de tudo, foi o que levou-me a outro nível como jogador”, contou o all-star em 2017.

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