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Jayson Tatum não queria ser escolhido pelo Celtics no draft

Após dúvidas na época do draft, astro torna-se jogador mais jovem a anotar 10 mil pontos pela equipe

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Maddie Meyer / AFP

Virar o ídolo de uma franquia da NBA, certamente, não é fácil. Imagine, então, em uma das mais tradicionais equipes da liga. Um time de quase oito décadas, que já conquistou 17 títulos e tem 22 camisas aposentadas. Mas, desde que foi escolhido no draft, Jayson Tatum escreve o seu nome na história do Boston Celtics. É um roteiro inesperado, pois o ala revelou que nem queria jogar na organização.

“Eu fui ignorante antes do recrutamento. Para começar, não queria vir para Boston porque achava que não iria jogar. Afinal, a franquia tinha Gordon Hayward, Jaylen Brown, Isaiah Thomas e Marcus Smart. Nem pensava em fechar jogos, pois não achava que era bom o bastante para ter minutos com esse nível de concorrência”, admitiu o jovem astro, após a vitória sobre o Brooklyn Nets.

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Tatum realmente não poderia estar mais errado sobre o seu próprio potencial. Ele foi titular desde o primeiro jogo pelo Celtics e, em seguida, assumiu um papel de protagonismo nos playoffs. Mas o craque garante que a sensação de que foi uma jornada natural e fácil é bem equivocada. Quem observa de longe não consegue acompanhar como a sua caminhada foi tortuosa.

“Eu consegui chegar aqui por causa de um longo processo de aprendizado. Tive que aprender a extrair as lições dos meus altos e baixos. Entender o que os meus erros em instantes finais de jogos, por exemplo, queriam me mostrar. São coisas que só se aprende em quadra, enquanto se joga e falha. Tudo isso trouxe-me até esse momento”, contou o atleta de 25 anos.

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Recorde

A trajetória de Jayson Tatum no Celtics, da terceira escolha do draft de 2017 até o estrelato atual, foi coroada por mais uma grande marca. Ele tornou-se o jogador mais jovem da história a marcar 10 mil pontos pela equipe, no sábado passado. Aos 25 anos e 246 dias de idade, ultrapassou o recorde de Antoine Walker. Além disso, é o 10º atleta mais jovem da NBA em todos os tempos a alcançar o feito.

“É difícil compreender o que alcancei hoje. É um feito incrível e, por isso, sinto-me abençoado por fazer parte dessa organização. Tenho sorte, pois joguei em ótimas equipes e para grandes técnicos na carreira. Eu só atingi os 10 mil pontos porque vários companheiros de elenco ajudaram-me desde o primeiro dia nessa equipe”, reconheceu o cestinha de Boston.

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Tatum vive o seu melhor início de temporada na NBA, com médias de 30,2 pontos e 9,6 rebotes. As duas marcas, aliás, seriam as maiores de sua carreira. Converte 55% dos arremessos de quadra tentados até agora. E, sobretudo, o Celtics segue como o único invicto da liga. Hoje, a referência da franquia não tem dúvidas: tudo o que queria virou realidade.

“Tudo passou muito rápido, pois ainda lembro de ser draftado e a primeira vez que entrei nessas quadras. Dez mil pontos é uma marca incrível porque recordo-me do garoto que falava para a mãe que jogaria na NBA. Posso ter dito que seria um dos melhores naquela época, mas alcançar isso é surreal. Eu estou vivendo o meu sonho”, concluiu um dos principais jogadores da liga.

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Dedicação

Tatum, como uma liderança técnica, tem enorme impacto nas cinco vitórias iniciais da campanha. Mas o seu papel vai muito além de cestas, pontos e rebotes. É claro que, a princípio, são esses números que levam aos resultados positivos. Mas, para o técnico Joe Mazzulla, o ala representa um “espelho” para todos do grupo. A sua dedicação reflete o comprometimento e espírito do elenco.

“Jayson aparece todos os dias para treinar preparado para dar o seu melhor. Ele dedica a sua vida ao basquete, para resumir. Não perde treinos e partidas. Está sempre aberto às nossas sugestões, pois cobra o melhor de si mesmo. Quando você tem jogadores dispostos a serem treinados, tirar o melhor de todos é bem mais fácil. Estou orgulhoso dele porque é um exemplo para quem chega aqui”, exaltou o treinador.

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