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Kenyon Martin reclama de falta de defesa na NBA: “Duro de assistir”

Ex-jogador do Nets descreve que alguns jogos como quase impossíveis de acompanhar por nulidade defensiva da liga

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Marc Piscotty / AFP

Uma das críticas mais comuns de jogadores do passado ao jogo atual é a nulidade das marcações. Afinal, em nome do espetáculo, a liga nunca esteve tão orientada para pontuação quanto hoje. E, aliás, nem é preciso voltar tanto assim no tempo para encontrar quem não goste da situação. Kenyon Martin, por exemplo, admite estar profundamente incomodado com a falta de defesa da NBA.

“Está duro de assistir a algumas partidas da liga atualmente, pois sinto que não há resistência. Eu acostumei-me com um esporte em que cada posse importava, mas está muito ‘solto’ agora. Entendo que o arremesso virou grande parte do jogo e os atletas trabalham duro para desenvolver o quesito. Mas, para mim, perdeu-se um pouco da essência de tudo”, opinou o ex-ala-pivô, no podcast de Paul George.

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No entanto, diferente de outros atletas aposentados, Martin não é totalmente crítico à NBA contemporânea. Ele reconhece, por exemplo, a maior flexibilidade e como os jogadores atuais são tecnicamente mais completos do que antes. Mas, ainda assim, estão inseridos em um contexto que não lhe agrada. E esse estilo de jogo “aberto” faz com que muitos atletas pareçam melhores do que realmente são.

“Eu gosto da evolução técnica do basquete de hoje porque é algo necessário. Mas quantos jogadores tiveram média de 30 pontos na temporada passada? Uns seis, sete? Nunca vi algo assim. Todos, para resumir, podem e têm o passe livre para pontuar hoje em dia. E convenhamos: nós sabemos que nem todo mundo é tão bom assim, cara”, explicou o veterano, em tom de indignação.

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De acordo

A suposta defesa deficitária da NBA atual, aliás, não incomoda só Kenyon Martin. O astro do podcast, Paul George, concordou com a visão do convidado sobre o estado do jogo. Um dos principais alas defensivos da liga acredita que a liga simplesmente minou os bons marcadores com regras que favorecem o ataque. Um processo de mudança que revela ter percebido dentro de quadra.

“Eu concordo totalmente com a sua visão. Já não se pode ser tão físico defendendo os pick-and-rolls, por exemplo, quanto no início de minha carreira. E isso só faz 10 anos. Você tinha permissão para, pelo menos, colocar a mão no oponente. Mas, se fizer isso hoje, o outro cara se joga ou enrosca o braço dele no seu. Virou um jogo diferente do que eu mesmo joguei”, contou o craque do Los Angeles Clippers.

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O filho do veterano, KJ Martin, é colega de George no Clippers e também esteve no episódio. Ele não tem o padrão de comparação na prática, mas sente que a defesa está muito limitada atualmente. “Acho que o jogo, antes de tudo, está muito soft hoje em dia. Afinal, se um jogador passa por você, o lance acabou. Você está morto, pois as regras não permitem que faça nada”, resumiu.

Pai coruja

Muitos ex-jogadores simplesmente não assistem aos jogos da NBA mais por causa das suas preferências. Mas Martin tem um motivo óbvio para seguir acompanhando de perto: o filho. Ele foi selecionado na segunda rodada do draft de 2020 e, desde então, provou-se um atleta mais valioso do que a 52ª posição do recrutamento. A trajetória ascendente enche o ex-all-star de satisfação.

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“Hoje, eu sou só um pai orgulhoso. Estou mais animado com a carreira de KJ, aliás, do que a minha própria. Vê-lo realizar um sonho de infância é algo que não dá para descrever. A sua alegria em jogar na NBA causa-me um sentimento para o qual não há palavras. Sempre soube que ele tinha espaço, então só precisava dessa chance. Ele foi atrás e tira o máximo de sua oportunidade”, elogiou o pai orgulhoso.

 

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