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Saiba como era a NBA na última vez que o Sacramento Kings foi aos playoffs

Time californiano não vai aos playoffs há 16 anos, mas quer quebrar a escrita na próxima temporada

NBA Sacramento Kings playoffs
JED JACOBSOHN / AFP

O Sacramento Kings, tradicional time californiano, vem de anos muito complicados e não vai aos playoffs da NBA desde 2005/06. Faz muito tempo, né? Pensando nisso, hoje mostramos como era a liga na última vez que a equipe se classificou.

Na última semana, o Kings se tornou o time profissional nos EUA há mais tempo se disputar os mata-matas com a classificação do Seattle Mariners, na MLB (liga de beisebol). Ou seja, a equipe está longe da briga pelo título há 16 anos.

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Para ter uma noção, o Jumper Brasil ainda não cobriu o Kings em uma edição de playoffs. Começamos os nossos trabalhos em janeiro de 2007, meses depois da última vez que o time se classificou.

É uma lástima, mas nós entendemos os vários motivos.

Primeiro, o problema está na direção. Escolhas erradas no Draft, trocas ruins, demissão de bons técnicos, são alguns dos problemas que o Kings teve. Desde então, o time teve poucos astros, de fato. Apenas no meio da última temporada, a equipe contou com um jogador que atuou no Jogo das Estrelas, após a troca com o Indiana Pacers por Domantas Sabonis. Isso não acontecia desde 2017/18, quando Vince Carter jogou por lá.

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Como era a NBA em 2005-06

Para quem não se lembra, aquela temporada foi a que coroou o Miami Heat como campeão pela primeira vez na história. Com um time que tinha Shaquille O’Neal, Dwyane Wade, Antoine Walker e Gary Payton, o Heat superou o Dallas Mavericks na decisão, mas perdeu os dois primeiros jogos das finais. Assim, o time da Flórida se tornou o terceiro em todos os tempos a ser campeã após sair atrás em duas partidas.

Além disso, foi a primeira temporada do Charlotte Bobcats. Bem, não foram muitas. Em 2014, o time voltou a ser Charlotte Hornets, enquanto o New Orleans Hornets se transformou em New Orleans Pelicans.

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Mas a liga mudou muito naquele ano, especialmente após o código de vestimenta. O então comissário David Stern achou que os jogadores estavam se vestindo mal antes das partidas e resolveu banir roupas ligadas ao hip hop. No entanto, em 2014, quando Adam Silver assumiu o seu lugar, os atletas voltaram a ter mais liberdade.

Aquela foi a temporada em que Kobe Bryant anotou 81 pontos diante do Toronto Raptors. Enquanto o Los Angeles Lakers não tinha um time exatamente forte para brigar pelos primeiros lugares, Kobe assumiu o ataque com a saída de O’Neal. Então, ele terminou a campanha com médias de 35.4, 5.3 rebotes e 4.5 assistências, conquistando o primeiro dos dois títulos que teve como cestinha da liga.

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Steve Nash, por outro lado, foi eleito o MVP pela segunda vez consecutiva. Apesar de o Phoenix Suns ter um dos melhores elencos da época, o time parou nas finais do Oeste para o Mavs em seis jogos.

E o Kings?

Daquele time que assombrou a NBA em 2002, sobraram Mike Bibby e Peja Stojakovic, mas contava com bons jogadores, como o pivô Brad Miller, o polêmico Metta Word Peace e o veterano Shareef Abdur-Rahim. O técnico era Alvin Gentry, que fazia sua primeira parceria com Kevin Martin, um cestinha que acompanhou o treinador por onde ele foi (Houston Rockets e Minnesota Timberwolves). Aliás, Martin fez parte da troca que levou James Harden ao Rockets.

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De qualquer forma, o Sacramento Kings entrou nos playoffs da NBA com a oitava posição no Oeste. Entretanto, o time encarou o San Antonio Spurs, de Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Então, o time chegou a empatar com o Spurs na primeira rodada em 2 a 2, mas perdeu os dois próximos jogos.

Enquanto o Kings começava ali uma sequência ingrata, a direção começou a fazer bobagens demitindo Adelman após oito temporadas no cargo. Sabe de uma coisa? Ele levou a equipe aos playoffs em todos os anos.

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Então, para o próximo ano, o time indicou Eric Musselman para o seu lugar. Durou apenas uma temporada, todavia.

Nada deu certo depois disso.

Passaram Reggie Theus, Paul Westphal, Mike Malone, George Karl, Dave Joerger e Keith Smart, entre outros, sem o menor sucesso.

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Agora, vai?

Claro que existem chances de o Sacramento Kings voltar aos playoffs da NBA em 2023, mas o time vai precisar de uma campanha minimamente boa para ficar, pelo menos, no décimo lugar. Assim, o Kings terá a oportunidade de passar via repescagem. E a conferência Oeste segue forte, embora não tanto quanto a Leste.

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Com De’Aaron Fox, Domantas Sabonis, Harrison Barnes e o calouro Keegan Murray, o Kings quer virar a página.

Hoje, por ordem alfabética, Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Golden State Warriors, Los Angeles Clippers, Los Angeles Lakers, Memphis Grizzlies, Minnesota Timberwolves e New Orleans Pelicans parecem ter elencos superiores ao Kings. Ou seja, o time californiano teria, em tese, uma nona campanha na conferência. É óvio que NBA não é uma ciência exata, mas contusões e trocas acontecem, fora falta de encaixe. Portanto, tudo pode mudar.

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O Lakers, por exemplo, trouxe Russell Westbrook para a última temporada em um elenco que já tinha LeBron James e Anthony Davis. O tal encaixe não ocorreu e, como resultado, ficou fora, inclusive, do play-in.

Então, não existem garantias que times A ou B vão se classificar, muito menos suas posições. Fazemos projeções, mas nos baseamos naquilo que existe no papel e no que pode acontecer.

Na última semana, por exemplo, a ESPN divulgou o seu ranking, por análises estatísticas, e colocou o Warriors, atual campeão, em oitavo.

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Faz sentido? Não, mas o jornalista Kevin Pelton utilizou dados relevantes. Ainda assim, podemos questionar.

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