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Draft 2012 – Atirando no escuro

Em breve, o Jumper Brasil vai começar a postar suas análises dos principais prospectos do próximo draft. Com a temporada regular da NBA entrando na reta final, nem sempre é fácil dividir as atenções entre os profissionais e o basquete universitário (em especial, porque a equipe do site é pequena para cobrir tudo), mas o […]

Em breve, o Jumper Brasil vai começar a postar suas análises dos principais prospectos do próximo draft. Com a temporada regular da NBA entrando na reta final, nem sempre é fácil dividir as atenções entre os profissionais e o basquete universitário (em especial, porque a equipe do site é pequena para cobrir tudo), mas o “malabarismo” é necessário. Acho que até comentei isso em alguma oportunidade: gosto de acompanhar o recrutamento e analisar os calouros porque é uma forma de me manter atualizado sobre o futuro da liga.

Mas não estou aqui para falar de qualquer prospecto. Estou aqui para falar sobre o processo de elegibilidade, que passou por uma importante mudança. Mas, diferente do que se pode imaginar, a alteração não veio do novo acordo coletivo de trabalho da NBA. Na verdade, o acerto estabelece reuniões entre atletas e dirigentes a partir deste ano para a definição de novas regras em relação ao draft. A mudança veio da NCAA.

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A liga universitária tornou o seu prazo de elegibilidade ainda mais curto do que em anos anteriores: agora, os prospectos não-seniors (ou seja, que não estão em último ano de faculdade e não são automaticamente elegíveis) em atividade nos EUA têm apenas até 10 de abril para retirar seus nomes da lista de pré-selecionáveis e participar da próxima temporada da NCAA. Caso o prazo passe, eles ainda podem desistir do recrutamento, mas não vão defender suas instituições de ensino. Em resumo, ficam parados.

A final do Torneio da NCAA acontece no próximo dia 02. Isso quer dizer que a maioria dos principais jogadores universitários vai ter, a partir de então, apenas oito dias para se decidir sobre entrar ou não no recrutamento – conversar com a família, buscar informações sobre projeção e informar a universidade. Para alguém como Anthony Davis, que será o primeiro escolhido de 2012, a decisão é automática. Você simplesmente não passa a chance. Mas e para os outros?

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Há alguns anos, tinha gente que achava dois meses pouco para conseguir as informações necessárias para tomar uma decisão. Que tal oito dias, então? De duas, uma: é um convite para que os garotos tomem a pior decisão de suas vidas ou uma forma de aprisioná-los no basquete universitário. A NCAA se defende dizendo que protege os programas: os técnicos precisam saber quem fica e quem sai para começar o recrutamento colegial e completar as equipes. Mas está fazendo isso prejudicando os estudantes-atletas. Por isso, a história do “salto” direto do colegial volta a ganhar força.

Ano passado, com medo do locaute, muitos talentos passaram a oportunidade de serem selecionados no topo da loteria (Harrison Barnes, Jared Sullinger, entre outros). Agora, o medo é da própria NCAA e seu prazo absurdo, que os força a dar um tiro no escuro.

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O sistema universitário está jogando contra os jovens.

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