A trade deadline já passou, então chegou a hora do mercado de dispensados! Os times competitivos, em particular, aguardam os atletas liberados após as inúmeras trocas do fechamento da janela para contratar sem custos. É o momento em que as equipes que não possui ativos, por fim, pode ir às compras. E o Jumper Brasil está de olho, então listamos os 15 jogadores que podem reforçar o seu time no restante da temporada da NBA:
Goran Dragic (San Antonio Spurs)
Nenhum jogador sintetiza melhor o que é um reforço do mercado de dispensados nessa temporada do que Dragic, certamente. É um veterano provado e inteligente, com estilo polido e eficaz para compensar a compreensível falta de vigor físico e condição atlética. Pelo Miami Heat, por exemplo, ele provou que pode atuar com ou sem a bola nas mãos ao lado de Jimmy Butler. A defesa, mesmo no auge da carreira, nunca esteve muito lá.
O armador esloveno não entra em quadra desde o início da temporada, então precisará readquirir ritmo de jogo. É contratar agora para estar pronto nos playoffs, em síntese. Mas a sua abordagem em quadra é evidente: dê-lhe um bloqueio consistente e ele vai achar bons arremessos – para si ou para outros.
E, afinal, para onde vai? O empresário de Dragic receberá vários telefonemas assim que o veterano for dispensado pelo Spurs. O favorito Mavericks já está fora do páreo, mas muitos times querem seu reforço. Clippers, Bucks, Nets, Bulls, Warriors e Lakers estão entre os interessados.
Robin Lopez (Orlando Magic)
Chega a ser cômico, em primeiro lugar, que o Magic quisesse uma escolha de primeira rodada de draft para ceder Lopez. É difícil levar a sério. Dito isso, nenhum atleta joga uma década na NBA só pelo carisma ou folclore. É preciso, em resumo, ser um pouco útil para ficar lá. Ele é um pivô que sabe suas limitações, disposto a fazer o “trabalho sujo” e, além disso, com jogo ofensivo mais eficiente do que recebe crédito.
O menos famoso irmão Lopez, então, é um terceiro pivô de ofício de elenco competitivo que não te dá sustos. Se você precisar colocá-lo em quadra, ele não vai comprometer. Não empolga, mas é mais do que se pode dizer de muitos jogadores por aí.
E, afinal, para onde vai? Enquanto a última hora da trade deadline comia solta, Lopez usou as redes sociais para refletir sobre Salvador Dali poder ter assistido “O Predador” nos cinemas. Ou seja, antes de qualquer coisa, temos que saber se ele tem interesse mesmo em deixar a vizinhança da Disney para competir por um título da NBA.
Armoni Brooks (Sem time)
Brooks foi um dos achados do Rockets nos últimos tempos, enquanto entregava minutos a atletas jovens para dar início ao processo de reconstrução. Seu excelente fim de campanha passada, no entanto, não se repetiu na atual campanha. Ele já provou que, em seus melhores dias, é um arremessador dinâmico que pega mais rebotes do que a maioria dos armadores. Mas, de qualquer forma, não será tão útil quanto menos tiver a bola nas mãos.
E, afinal, para onde vai? Já foi dispensado e, por enquanto, só rumores. Há muitos interessados, aparentemente, porém teremos que esperar um pouco para ver como tudo vai se desenhar.
DJ Augustin (Sem time)
DJ Augustin é, em síntese, uma variação de Dragic no mercado. É um armador que traz ótimo arremesso e comete poucos desperdícios de posse comprovados em quase 1.000 jogos na carreira. Teve algumas boas atuações “escondido” em Houston, aliás, na atual temporada. Converte 40.8% dos tiros de longa distância nessa campanha e, além disso, tem média de quase três assistências por turnover como profissional.
É preciso admitir que a defesa inexiste aqui por causa da estatura, em particular. Mas, para ser sincero, isso é comum entre jogadores do seu perfil. Se Bryn Forbes e Troy Daniels são figurinhas comuns em elencos de playoffs, Augustin também tem espaço. Afinal, ele é o mesmo tipo de jogador com melhor capacidade de passe.
E, afinal, para onde vai? O mercado ainda está bastante calmo para Augustin, pois acabou de acertar sua rescisão com o Rockets. Houve interesse em sua aquisição na trade deadline, então os interessados estão por aí. É o tipo de armador que, por fim, costuma arranjar espaço em uma equipe competitiva às vésperas dos playoffs.
Enes Freedom (Sem time)
O artista previamente conhecido como Enes Kanter possui, em suma, um dos jogos mais honestos da NBA. Ele já nem tenta esconder que é um pivô ofensivo bastante hábil e, ao mesmo tempo, um dos piores defensores da liga em sua posição. Muitos consideram que seja “inútil” nos playoffs, mas foi titular do Blazers na recente campanha até às finais do Oeste. Ou seja, não há respostas concretas: tudo é bem relativo.
Por fim, eu não sou um dos críticos mais ácidos de Freedom. Ter um pontuador hábil no poste baixo e ótimo reboteiro ofensivo pode ser valioso para um elenco em instantes e séries específicas. Pode explorar equipes mais baixas e leves, por exemplo.
E, afinal, para onde vai? Freedom pediu para ser dispensado assim que aterrissou em Houston, então deve ter sondagens de outros times. É aguardar os próximos capítulos.
Tomas Satoransky (San Antonio Spurs)
Não é um bom sinal que Satoransky tenha atuado pouco (e mal) no caótico Pelicans na atual campanha. Essa temporada, no entanto, destoa em uma carreira de rendimentos sólidos. O tcheco, afinal, é um jogador com quase 36% de aproveitamento nos tiros de longa distância e 3.1 assistências distribuídas para cada turnover na liga. Com mais de 2.00m de altura, ele ainda oferece alguma versatilidade defensiva para seus times.
A NBA tem os seus arquétipos favoritos de tempos em tempos e, por fim, Satoransky atende a um deles. Hoje em dia, no final das contas, ballhandlers altos são mais um daqueles perfis que os elencos simplesmente não podem ter demais.
E, afinal, para onde vai? Declarações recentes de Gregg Popovich indicam que, a não ser que force a barra para sair, o armador tcheco tem boas chances de seguir em San Antonio. Tudo, por isso, dependerá da vontade do atleta.
KZ Okpala (Sem time)
Okpala é, primeiramente, uma oportunidade bem interessante para qualquer equipe em reconstrução. É muito raro ver franquias desistindo de alas potenciais 3-D aos 22 anos, pois são jogadores úteis o bastante para merecerem a insistência. O Heat abandonou o “projeto” porque está na disputa pelo título, então precisa de atletas mais preparados para contribuir no elenco. Quem pode ter paciência, porém, deveria pular aqui.
Ele já foi mais consistente nessa temporada em comparação às anteriores, chegando a integrar a rotação de Erik Spoelstra enquanto convertia 35% dos arremessos de longa distância. Precisa de refinamento, mas é uma aposta que pode valer o esforço.
E, afinal, para onde vai? Nenhuma informação até o momento sobre próximos passos da carreira do jovem ala. E, embora tenha sido dispensado pelo Thunder, Okpala será um bom projeto para qualquer equipe em reconstrução no momento.
Tristan Thompson (Indiana Pacers)
Você pode acusar Thompson de muitas coisas em quadra, mas seu jogo é bem honesto: ele é o que você vê. Nós estamos falando de um reboteiro ofensivo de elite e finalizador muito eficiente com volume controlado. Talvez, porém, o mais importante é que corre a quadra acompanhando o ritmo ofensivo. Sua entrega e movimentação encaixam-se, em maior ou menor grau, com equipes mais rápidas ou lentas.
Não há muito o que dizer além do óbvio aqui, para resumir. Thompson, em suma, não entrega nada mais ou menos do que se espera.
E, afinal, para onde vai? O Pacers ainda não decidiu se dispensará Thompson mesmo, então é algo para acompanharmos ainda. A imprensa de Chicago apura que o Bulls tem interesse em sua contratação como agente livre.
Eric Gordon (Houston Rockets)
Há possíveis bons reforços nessa lista, mas Gordon é daqueles para serem disputados a tapa. Sua temporada é muito boa dentro do possível, a ponto de ser um veterano que ganhou espaço no jovem Houston Rockets. Acerta quase 43% dos arremessos de três pontos na temporada (com mais de cinco tentativas por jogo) enquanto registra a sua maior média de assistências em quase uma década.
É surpreendente que, após tantos problemas na carreira, Gordon jogue nesse nível aos 33 anos de idade. Não é preciso dizer muito, pois é evidente que ele pode ser bastante útil no banco de algum candidato ao título.
E, afinal, para onde vai? Sua saída do Rockets ainda não é certa, mas pode provocar barulho no mercado de dispensas. É provável que ele tenha que “forçar a barra” também, pedindo para ser dispensado. A tendência é que Gordon vire um dos nomes mais fortes disponíveis no mercado, caso realmente deixe Houston.
Gorgui Dieng (Atlanta Hawks)
Aos poucos, Dieng está virando figurinha “batida” no mercado de dispensas: é o terceiro ano consecutivo em que discutimos o seu nome. Protetores de aro capazes de espaçar a quadra no ataque são valiosos, então é estranho como o pivô não consegue estabelecer-se em lugar nenhum. Pelo Hawks, em minutos bem limitados, ele vem convertendo mais de 42% dos arremessos de longa distância que tenta. Pode ser útil, certamente.
E, afinal, para onde vai? Pivôs que arremessam e protegem o aro são tão raros que é difícil imaginar que, por fim, não existirá concorrência se ou quando Dieng estiver disponível.
Kent Bazemore (Los Angeles Lakers)
Bazemore consegue ser uma decepção especial dentro da completa decepção que tem sido a temporada do Lakers. Entre tantos veteranos que não conseguem jogar em um nível aceitável, por exemplo, ele é o pior de todos. O fato, porém, é que não costuma ser tão ruim assim. Na última temporada, pelo Warriors, ele ofereceu defesa correta enquanto “matava” 40.8% dos arremessos de longa distância.
Consistência nunca foi um ponto forte de Bazemore, pois o ala-armador realmente oscila demais entre temporadas. No entanto, o que (não) tem feito no Lakers é incomum até para seus padrões. É provável que acabe sendo muito melhor em outro lugar.
E, afinal, para onde vai? É preciso pensar, antes, se o Lakers conseguirá reforços no mercado de dispensas para ter que liberar Bazemore.
Gary Harris (Orlando Magic)
Harris tem sido uma surpresa agradável nessa temporada porque conseguiu uma tímida reviravolta na carreira. Depois de anos frustrantes, o ala-armador tem sido um jogador produtivo para o Magic e atraiu algum interesse de troca. Ele terá muito mais apelo, no entanto, como agente livre. Seu arremesso de longa distância voltou a cair, enquanto oferece defesa bastante adequada em uma posição difícil e comete poucos turnovers.
Pode não ganhar jogos para você como pontuadores mais explosivos, por exemplo, mas Harris é um atleta dos mais corretos. Tornou-se, por fim, um operário que te deixa vivo no jogo.
E, afinal, para onde vai? Harris vem jogando tão bem em Orlando nos últimos tempos que, no fim das contas, pode não sair. A tendência, porém, seria uma rescisão amigável. Múltiplas fontes apontam que o Lakers monitora a situação e, por isso, deve tentar contratá-lo se estiver livre.
Derrick Favors (Oklahoma City Thunder)
Há jogadores que, em síntese, não são complicados de ler. Na mesma linha de Tristan Thompson, Favors é um atleta muito simples de resumir: pivô forte disposto a fazer o trabalho sujo. Protege o aro, pega rebotes, usa o corpo e, aqui e ali, coloca a bola na cesta. É rústico e bruto, mas não ruim. Tanto que, por enquanto, tem sido até mais utilizado do que imaginávamos em um jovem elenco do Thunder.
Pivôs como Favors, com raio de ação estritamente em torno do aro, não costumam ser muito procurados ultimamente. Mas, se há times de playoffs empregando DeAndre Jordan…
E, afinal, para onde vai? O Thunder possui histórico de não “segurar” os veteranos no elenco, então, se assim quiser, espera-se que Favors seja agente livre em breve. Não existem informações, por enquanto, sobre possíveis interessados.
DeAndre’ Bembry (Sem time)
Foi uma surpresa ver Bembry ser dispensado pelo Nets, pois vinha sendo um jogador de rotação correto para Steve Nash. Embora tenha baixíssimo volume ofensivo, ele estava acertando quase 57% dos arremessos de quadra e 42% dos tiros de três pontos. O ala-armador, além disso, oferece certa versatilidade operando como ballhandler secundário e marcador no perímetro. Ele passava longe de ser problema para o time, certamente.
E, afinal, para onde vai? Ninguém esperava que Bembry fosse dispensado e, assim, muita gente aposta que ele será foco de vários times no mercado. Quem serão essas equipes? Por enquanto, só podemos fazer as nossas apostas.
Dennis Schroder (Houston Rockets)
Schroder ganhou uma imagem ruim entre os torcedores, em particular, por sua criticada passagem pelo Lakers. Não é o meu jogador favorito, mas a imagem é bem equivocada. Trata-se de uma questão de expectativa e realidade. O alemão será uma opção de luxo no mercado de dispensas, afinal quase foi eleito melhor reserva da liga há pouco tempo. Atletas desse patamar, com apenas 28 anos, não costumam estar livres a esta altura.
A eficiência e equilíbrio entre pontuar/passar de Schroder, por exemplo, são pontos que precisam ser ponderados mesmo. Mas, em seus piores dias, ele ainda coloca constante pressão nos adversários nos dois lados da quadra. Os rivais podem até não o temer, porém, nunca estarão efetivamente tranquilos.
E, afinal, para onde vai? Os planos do Rockets para Schroder são nebulosos. Mas, no fim das contas, duvido que exista algo. Tudo indica que ele tenha abertura para pedir a saída e, em seguida, o Lakers deverá surgir como um dos interessados. Porque o mundo realmente dá voltas, né?
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