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Stephen Curry não se arrepende de recusar seleção dos EUA

Férias com a família e cuidado físico aos 33 anos de idade fizeram craque do Warriors dizer “não” a convite para jogar em Tóquio

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Ezra Shaw/AFP

Nem todos os atletas convidados pela USA Basketball para disputar os Jogos Olímpicos, obviamente, aceitaram o convite para jogar em Tóquio. Um dos grandes astros da NBA que rejeitou o chamado da seleção dos EUA foi Stephen Curry, que poderia disputar as Olimpíadas pela primeira vez. O craque de 33 anos reconhece que seria a chance de uma vida, mas, agora, precisa estabelecer prioridades para estender a carreira na liga. 

 

“Foi uma decisão difícil, mas, vindo de uma temporada tão acelerada e com protocolos de saúde a esta altura de minha carreira, preciso valorizar a offseason. Respeito cada jogador que está em Las Vegas e torço pelo sucesso de todos, para levarmos o ouro. Para mim, porém, não estava certo. Eu tenho confiança em minha decisão e não me arrependo”, cravou o ídolo do Golden State Warriors, em entrevista nessa quinta-feira. 

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Curry conquistou duas medalhas de ouro em Campeonatos Mundiais (2010 e 2014) com a seleção dos EUA, mas teve a única chance de competir nas Olimpíadas “sabotada” por lesões no joelho e tornozelo ao ser obrigado a pedir dispensa do elenco que veio ao Rio de Janeiro, em 2016. É evidente que sua condição física pesou novamente na decisão, mas teve muito mais fatores envolvidos na recusa dessa vez. 

 

“Você precisa levar tudo em consideração: como estou fisicamente, mentalmente, o que está acontecendo na liga. É óbvio que ficar aqui significa jogar golfe e poder me divertir com a minha família, passar as férias com eles. É pessoal. Não há uma razão específica. No fim das contas, quando pergunto a mim mesmo se quero e deveria jogar, a resposta é não”, justificou o veterano, eleito para o quinteto ideal da temporada da liga. 

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Apesar de tudo o que listou e argumentou, Curry não consegue esconder que a vontade de adicionar uma medalha de ouro olímpica ao currículo sempre existirá. É o momento em que a razão precisa falar mais do que o coração. “Sempre há aquele fogo dentro de você de querer jogar em um dos maiores palcos do basquete, mas, infelizmente, essa não é a coisa certa ou o momento certo para mim”, concluiu o craque. 

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