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Stan Van Gundy comenta saída do Pelicans: “Não me preocupei em ser amado”

Após saída do comando da equipe, treinador revela que rescisão esteve muito mais ligada à ambiente do que resultados

Van Gundy saída Pelicans
Jonathan Bachman / AFP

A passagem de Stan Van Gundy pelo comando técnico do New Orleans Pelicans durou pouco: após uma temporada, a franquia confirmou a saída do veterano em um acordo amigável. O treinador não questiona a decisão de mudar na direção de quadra do time, mas a motivação ainda o deixa um pouco desconfortável. Ele revelou que, em reunião com o presidente de operações David Griffin, ficou claro que a rescisão foi baseada em preservar o ambiente interno do que nos resultados da equipe. 

 

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“Sentia que o foco do trabalho precisava estar naquilo que acontecia em quadra, pesar o que deu certo e errado. E David, por sua vez, estava mais preocupado com a atmosfera do elenco e felicidade do grupo. Teria sido ótimo que todos adorassem o meu comando, mas não me preocupei em ser amado. Para mim, no final das contas, tudo deveria girar em torno do rendimento dos jogadores”, contou o experiente técnico, em esclarecedora entrevista ao jornalista Dan Le Batard. 

A única temporada de Van Gundy à frente do Pelicans, certamente, foi complicada. Além de ter feito uma campanha decepcionante dentro de quadra, sequer chegando ao play-in depois de vencer 31 em 72 jogos, o trabalho foi abalado por declarações mais fortes do técnico sobre a falta de empenho defensivo dos astros do elenco e rumores sobre indisposição com a equipe. Ele reconhece lamentar os resultados, mas, aparentemente, só os resultados. Nada mais. 

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“Se eu entrasse em uma reunião com a direção e eles dissessem que uma campanha de 31 vitórias e 41 derrotas não era boa o bastante, eu não teria problema nenhum. Aliás, acho que é uma avaliação lógica. Nós assinamos para fazer melhor do que isso mesmo, independentemente das circunstâncias do trabalho. Mas não foi isso que ouvi lá, sabe? Esse recorde não foi o que definiu a minha saída”, relatou o profissional de 61 anos, finalista da NBA com o Orlando Magic, em 2009. 

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Entre diferenças de motivação, Van Gundy e Griffin parecem concordar em um ponto fundamental – provavelmente, o mais importante de todos. Os dois lados vão estar melhores com o rompimento de uma parceria que nunca deu sinais de sucesso. “Eu acredito que tenha sido o melhor para todos. É preciso ter um alinhamento entre os dirigentes e treinador, mas pensávamos diferentes. Eles vão seguir em frente agora. Minha esposa e eu também ficaremos muito felizes”, concluiu o comandante.  

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