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Prospecto do Draft 2021 – Keon Johnson

Ala-armador da Universidade do Tennessee deverá ser uma escolha de loteria no recrutamento desse ano

draft keon johnson
Sarah Stier / AFP

NBA Draft 2021 – Keon Johnson 

  

Idade: 19 anos
País de origem: EUA
Universidade: Tennessee
Posição: Ala-armador 
Altura: 6’5.5’’ (1.96m)
Envergadura: 6’8’’ (2.03m)
Peso: 186 lbs. (84.4 kg.)
Médias na última temporada: 11.3 pontos, 3.5 rebotes, 2.5 assistências, 1.1 roubos de bola, 0.4 toco, 2.6 erros de ataque, 44.9% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 27.1% de acerto nas bolas de três pontos e 70.3% nos lances livres 

 

Pontos fortes 

– Johnson apresenta dimensões físicas bastante adequadas para um ala-armador da NBA na era das formações mais baixas e leves em quadra, do alto de seus 1.96m de estatura e pouco mais de 2.00m de envergadura; 

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– Trata-se de um dos prospectos mais atléticos do draft desse ano, com impressionante combinação de explosão, impulsão, agilidade e fluidez de movimentos. É um possível candidato a Concurso de Enterradas no futuro próximo; 

– Dinâmico, parece nunca estar parado em quadra: possui instintos muito apurados na movimentação sem a posse da bola, enxerga espaços e oferece opção de passes para armadores. Assertividade oscila, mas sempre coloca pressão nas defesas; 

– Sua capacidade de finalização em torno da cesta é espetacular não só pela explosão em enterradas, mas também pela criatividade e controle corporal no ar. É um ótimo exemplo de condição atlética funcional, perfeitamente traduzida em quadra; 

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– Ataca o aro em volume e conseguiu infiltrações constantemente em nível universitário, com uma boa taxa de lances livres cobrados por partida – onde seus mais de 70% de aproveitamento fazem valer a postura agressiva; 

– Exibe interessante potencial para ser um pontuador em média distância, arremessando após dois ou três dribles curtos com naturalidade. Muito difícil de ser contestado pela combinação de impulsão, agilidade e mecânica alta; 

– Uma área em que Johnson vem melhorando de forma promissora é o passe: mostra disposição para distribuir o jogo, toma boas decisões em transição e já foi pontualmente utilizado como iniciador no pick-and-roll com bons resultados;  

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– É um prospecto que destaca-se defensivamente, em dinâmicas individuais e coletivas: pressiona o homem da bola sem cansaço, possui agilidade lateral para marcar até três posições no perímetro e luta contra bloqueios com aguerrimento ímpar; 

– Seus instintos defensivos em quadra estão entre os melhores que pode imaginar para um garoto de 19 anos. É particularmente impressionante quebrando linhas de passe nas ações de meia quadra e protegendo o aro em transição; 

– Jovem atleta que não pode ser questionado pelo seu espírito competitivo: o esforço e entrega que mostra em quadra são o que qualquer time procura. Por ter começado a jogar tarde, pode ter ainda grande potencial a ser trabalhado.  

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Pontos fracos 

– Johnson precisa de um trabalho de fortalecimento físico para conseguir manter tal nível de competitividade entre os profissionais. O potencial para pontuar e defender no post, por exemplo, é algo que pode ser “sabotado” por essa limitação corpórea; 

– Hoje, o seu controle de bola carece de maior refinamento e termina por limitá-lo a ser um atacante mais versátil. Uma evolução nesse quesito pode “destravar” um scorer de elite em média distância, com capacidade de criar separação para defensores; 

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– Sua mecânica de arremesso precisa ser trabalhada, pois apresenta aproveitamentos baixos e não soa ter alcance para ser um chutador de três pontos. Times vão tirar as infiltrações e simplesmente o desafiar a arremessar na NBA nesse momento; 

– Embora reconheça que não possua físico para ocupar muito espaço perto da cesta e a sua condição atlética seja “minada” em espaço curto, o impacto do prospecto nos rebotes por ser muito maior do que o atual; 

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– Índices de assistências por erros de ataque de Johnson são pífios, o que costuma ser um indicativo de baixo QI de basquete. Distribuiu 65 passes decisivos e cometeu 69 turnovers em sua única temporada universitária; 

– Comete alto volume de faltas, um problema comum em prospectos que limita o início da carreira na NBA. Suas limitações no jogo mais físico e postura agressiva na defesa trazem resultados questionáveis, em alguns momentos; 

– Sua combinação de tomada de decisão e seleção de arremessos transforma-o, de vez em quando, em uma “máquina” de turnovers. Precisa ter uma melhor compreensão de suas limitações ofensivas a essa altura da carreira; 

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– Johnson é muito mais um produtor de highlights nos dois lados da quadra do que um jogador propriamente habilidoso hoje: técnica precisa ser aprimorada para “alcançar” os seus instintos apurados e ferramentas físico-atléticas de elite. 

Comparação: Latrell Sprewell (ex-New York Knicks) e Terrance Ferguson (ex-Oklahoma City Thunder) 

Projeção: TOP 14 

Confira alguns lances de Keon Johnson 

  


 

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