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Uma Euroliga cheia de surpresas, a maior delas fora da quadra

Correspondente em Israel, Rodrigo Salomão traz a crônica da terceira rodada da Euroliga

Uma Euroliga cheia de surpresas, a maior delas fora da quadra

A temporada da NBA chegou ao fim, com o (esperado) título do Los Angeles Lakers, de LeBron James, diante do Miami Heat. Mas isso não significa que a bola laranja parou de quicar. Muito pelo contrário, o basquete está só começando na maior parte da Europa, o que é bom. Ou às vezes nem tanto.

Pudemos acompanhar mais um duelo da Euroliga esta semana, com o Maccabi Tel Aviv recebendo o Bayern de Munique. Para a surpresa de muitos, os visitantes saíram com a vitória por 85 a 82, num primeiro sofrível, que terminou 35 a 26 para os alemães, para a incredulidade geral com tamanho baixo nível em quadra. O segundo tempo melhorou muito, mas não foi o suficiente para os israelenses virarem o placar. Começo difícil em Tel Aviv, com duas derrotas em três jogos, enquanto os bávaros vêm com duas vitórias e apenas uma derrota. É só uma das grandes novidades da temporada até agora.

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Maccabi Tel Aviv x Bayern de Munique (Foto: Rodrigo Salomão)

Na prática, o que mais vem surpreendendo a todos que acompanham mais de perto o basquete europeu é a falta de organização dos procedimentos, por assim dizer. Muitos casos importantes de coronavírus surgiram nos últimos dias (Nikola Mirotic, Norris Cole, boa parte do time do Zenit e boa parte do time do Khimki, por exemplo), levando a liga a adiar partidas e rever seu protocolo quanto à pandemia. A previsão de W.O foi revista, por exemplo, com o aumento significativo de casos, tanto dentro dos competidores como na Europa como todo, em sua segunda onda. O pior é que, diferentemente da NBA, por ser um torneio continental, há diversos outros protocolos e diretrizes em paralelo nas competições domésticas de cada país. Difícil ter uma bolha, e ainda mais difícil controlar.

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Na Euroliga fazemos testes duas vezes por semana, antes e depois de um jogo. O Zenit venceu o Anadolu Efes e o Barcelona. Em dois jogos, você sabe como eles foram infectados? Provavelmente foi no jogo contra o Minsk, na liga russa, onde a frequência de testes é menor. Quando as equipes não testam, é um risco. O que é importante para todos nós é jogar basquete, porém queremos nos proteger. Você tenta manter um esquema de cápsula, mas mesmo quando alguém faz o seu trabalho, há outras formas de colocar tudo a perder”, foi a queixa de Ioannis Sfairopoulos, técnico do Maccabi, antes do duelo com o Bayern.

Ioannis Sfairopoulos, técnico do Maccabi Tel Aviv (Foto: Rodrigo Salomão)

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A Euroliga, que sempre se notabilizou por ser uma organização bem preparada do mundo dos esportes e a segunda maior do mundo do basquete, se mostra um pouco perdida neste momento quanto aos próximos passos. Especulam que já existe um plano B se os desencontros permanecerem.. Enquanto isso, a maioria dos jogos – uns com alguma torcida, outros sem – seguem acontecendo. E com o Zalgiris Kaunas, da Lituânia, liderando sozinho e absoluto com três vitórias em três jogos. Só mais uma surpresa de uma temporada que promete várias até o seu final. Para o bem ou para o mal.

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