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Análise dos novatos da temporada: Zion Williamson

É verdade que lesões atrapalharam, mas, quando esteve em quadra, fenômeno do Pelicans justificou badalação do período pré-draft

Posição no draft de 2019:

Estatísticas em 2019-2020: 22.5 pontos e 6.3 rebotes, 58.3% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 7.4 lances livres por jogo (com 64% de aproveitamento), 27.8 minutos

Avaliação da temporada: A

Destaques positivos:

– Finalizador excepcional no garrafão. Usou combinação de força física e leveza no arremesso ao redor do aro para liderar a NBA em média de arremessos de quadra convertidos na área restrita (foram 7.9 arremessos por jogo, com 62.3% de aproveitamento);

– Disposição para criar contato físico permitiu-lhe ainda ir à linha do lance livre com bastante frequência (cobrou 7.4 por partida);

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– Ótimo tempo de bola como cutter, cortando para a cesta em velocidade, oferecendo ângulos de passe para os companheiros vindo do lado fraco da defesa. Esse tipo de lance respondeu por 18% de seu volume ofensivo;

– Explosão para atacar o aro quando embalado e mãos macias para dominar passes difíceis em áreas congestionadas nos pick-and-rolls (esteve entre os 40% mais eficientes da liga no quesito). Só teve 2.1 posses de jogo nessa situação e poderá ser mais acionado quando puder atuar com um parceiro de garrafão capaz de espaçar a quadra;

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– Efetivo na transição, onde coloca constante pressão no aro ao correr a quadra a fim de estabelecer posição profunda no garrafão antes que a defesa retorne. Abusou de crossmatches nesses cenários;

– Ativo na tábua ofensiva. Agilidade espetacular no segundo salto foi destaque, que traduziu-se em excelentes 2.7 rebotes ofensivos por partida.

https://youtu.be/pJ3C80hU7Ns

 

Destaques negativos:

– Problemas físicos preocupam: mostrou dificuldade para se manter em forma e disputou apenas 24 jogos no ano;

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– Sua falta de mobilidade lateral comprometeu a equipe em vários momentos. Tem dificuldade para manter-se em frente de guards e alas móveis no perímetro, o que permitiu seguidos cenários de infiltração seguidos de passe para fora;

– Controle de bola solto e alto. Expôs a bola seguidas vezes e perdeu equilíbrio quando defensores mantiveram posição após o contato inicial, resultando em maior média de desperdícios de bola (2.5) do que assistências (2.1) na temporada;

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– Falta de utilização das pernas no arremesso preocupa e faz pensar que ele terá de reformar sua mecânica, focando na coordenação motora, se quiser se tornar minimamente consistente no perímetro e em lances livres (apenas 64% de aproveitamento neles, por sinal);

– Hesitação para chutar de fora (só 0.6 tentativas em média) prejudica espaçamento da equipe ao permitir que defensores simplesmente o ignorem no perímetro.

https://youtu.be/2zee1mU_gTA

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