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O que Yago pode acrescentar ao Flamengo?

Guilherme Ramos analisa como o armador se enquadra no estilo de jogo da equipe rubro-negra

Um dos maiores destaques jovens dos últimos anos no basquete nacional, Yago Mateus acertou a sua ida ao Flamengo oficialmente nessa terça-feira (14). O armador subiu para o profissional com uma safra talentosa vinda do Paulistano, que culminou no título do NBB 10 sob o comando de Gustavo De Conti, em 2018. Agora, os dois irão se reencontrar com cores rubro-negras para formar, novamente, um candidato ao título. Mas, além disso, como Yago pode ajudar o Flamengo?

Na última temporada, o time carioca caiu um pouco de rendimento, principalmente se considerar que em, anos anteriores, o Flamengo dominava praticamente todas as estatísticas da competição. Vale lembrar que grandes equipes em ascensão, como Franca, São Paulo e Minas, transformaram-se em times que compravam a mesma briga que o rubro-negro no topo da tabela. Ainda assim, tirando tocos e bolas recuperadas, o atual campeão do NBB esteve entre os cinco melhores em todos os fundamentos (pontos, rebotes, assistências, eficiência e erros). 

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Yago vai chegar em uma equipe que passa a bola muito bem, tem uma rotação ofensiva fluida e constante e que, raramente, desperdiça a posse. O Flamengo é o segundo em assistências (19.5) e quem menos erra (11.7) por jogo. O ex-jogador do Paulistano pode contribuir ainda mais para um fundamento de destaque na equipe e, dividindo o trabalho da armação com o argentino Franco Balbi, deve ter menos tempo com a bola na mão, o que, consequentemente, limitaria suas bolas perdidas durante o jogo. 

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Balbi continuará sendo o principal armador da equipe, uma vez que é, indiscutivelmente, o melhor na sua função (de playmaker) na liga. Dado o seu talento, deve ser difícil ver Yago saindo do banco. Pode-se esperar que o “monstrinho” jogue como ala-armador, principalmente devido às incertezas quanto à renovação do norte-americano Zach Graham. Essa opção poderá trazer de Yago alguns atributos que são deficientes no jogo do Flamengo, ainda mais na meia-quadra, como velocidade e explosão. O jovem tem um primeiro passo muito rápido, bate com facilidade defensores mais lentos e combina isso à sua força para fazer infiltrações eficazes, que têm um leque de resultados finais: bandejas, floaters, passes para o garrafão ou para a linha dos três.

A dupla de armação com Balbi e Yago, entretanto, tem um problema: a altura. Com apenas 1,78m, a tendência é que Gustavinho faça trocas e combinações defensivas para não expor o ex-jogador do Paulistano e faça com que os dois armadores atuem em antecipação e busquem ler as linhas de passe no perímetro. Isso é possível porque ambos são ágeis para roubar a bola (1,5 roubo por jogo para Balbi e 1,1 para Yago) e melhores jogadores para desarmar do que propriamente defender. 

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Gustavinho arma o time de modo que todos joguem bastante tempo e a minutagem seja equilibrada entre estrelas e coadjuvantes. Isso ficou claro na última temporada, quando apenas Marquinhos e Balbi jogaram 28 minutos ou mais por jogo – de resto, todos jogaram menos de 24 minutos. Isso mantém a equipe descansada e podendo render o máximo fisicamente durante os jogos. No Paulistano, Yago jogava 31.8 minutos por partida e, com certeza, verá esse número cair. Por isso, o armador deve se atentar à eficiência com a bola e a seleção de arremessos, para não desperdiçar chances cruciais. Essa rotação, entretanto, pode transformar o armador em um sexto-homem de luxo, podendo dividir 25 minutos com o argentino na posição de armador principal. Dessa forma, Gustavinho poderá incendiar o jogo com a entrada de Yago, mantê-lo em quadra por um tempo considerável para que contribua tudo o que pode e, então, não desperdiça o talento de um jogador que ele já conhece.

A principal contribuição do jovem de 21 anos é no ataque. Armador completo ofensivamente, que além da ótima visão de jogo e distribuição já citados, consegue criar o próprio arremesso a partir do drible e é um pontuador explosivo. Entretanto, a contratação de Yago, além desses benefícios, é uma reposição inteligente. Balbi era quem mais ficava em quadra no Flamengo, e com as indecisões sobre os alas-armadores Graham e Deryk, Yago une o útil ao agradável e supre as possíveis baixas do time com muita qualidade. Além disso, dá mais opções para a rotação no perímetro, podendo fazer combinações sem Balbi em quadra e aproveitar e experimentar novas alternativas com Jhonatan Luz e Pedro Nunes. Vale ressaltar que a mais nova contratação do Flamengo, Luciano “Chuzito” González, ala-armador argentino, tende a prender o brasileiro na função de armador principal, uma vez que o ex-San Lorenzo, especialista em arremessos do perímetro, é um encaixe mais natural para o que é pedido na posição 2. 

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Ainda assim, dividir a armação com Balbi também não será um problema, já que, no Paulistano, Yago jogou ao lado de Gelvis Solano, jogador que tinha a bola por muito tempo nas mãos e era um arremessador volumoso. Como o argentino é mais solidário e busca mais envolver os companheiros do que pontuar, Yago poderá ser o desafogo ofensivo em alguns momentos e uma das referências na pontuação do Flamengo. Sem contar que a combinação com Gustavinho, treinador fundamental na sua evolução e que acreditou em seu potencial durante a corrida para o último título do Paulistano, no NBB, tende a ser outro dos grandes motivos para esse casamento dar certo e, no fim das contas, fortalecer ainda mais o rubro-negro para a próxima temporada. 

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