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Euroliga estipula novas normas de estabilidade financeira

Novo fair play financeiro pode atrapalhar clubes de futebol

Por Vinicius Fernandes Batista

A Euroliga aprovou suas novas normas no Regulamento de Estabilidade Financeira e Fair Play de suas competições (Euroliga e Eurocup), que incluem mecanismos para proteger a viabilidade a longo prazo e a sustentabilidade dos clubes com vistas a procurar uma maior transparência e melhores critérios de avaliação do orçamento de cada agremiação.

A norma mais importante é a que estabelece uma redução progressiva na contribuição máxima dos acionistas ou mecenas aos clubes, estipulada este ano em 65% do total do orçamento, e que irá diminuindo até alcançar 40% na temporada 2022/23.

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Isso pode afetar diretamente os espanhóis Real Madrid e Barcelona, cujos orçamentos são custeados em grande parte pelo dinheiro procedente do futebol. Essa norma obrigará a ambos (e a todos os outros clubes na mesma situação) a conseguir novas vias de receitas para não depender só do futebol. Todos que não cumprirem a norma serão punidos economicamente.

A nova estrutura de multas para quando uma agremiação ultrapasse a contribuição máxima permitida a mecenas ou acionistas majoritários estabelece punição entre 10% e 180% do aporte que exceda os 65% deste ano, dependendo da gravidade da violação. O dinheiro arrrecado com as penalizações será distribuído entre os outros clubes participantes, o que ajudará a melhorar o equilíbrio competitivo do torneio. Além disso, a Euroliga aprovou também que as alianças comerciais de cada clube serão avaliadas por consultores externos para evitar avaliações exageradas de acordos.

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Não é a primeira vez que a Euroliga estabelece punições com vistas a procurar uma maior transparência e melhores critérios de avaliação do orçamento dos clubes para assegurar sua viabilidade a longo prazo. Na última temporada, o CSKA, da Rússia, foi punido em 42 mil euros por não apresentar os documentos requeridos e não respeitar os prazos do Regulamento de Estabilidade Financeira e Fair Play. O Olympiacos, da Grécia, foi punido em 14 mil euros pelo mesmo motivo e em mais 70 mil por destinar aos salários de jogadores um montante que excedia os 65% do total de suas receitas. No momento é o seu eterno rival, Panathinaikos, que está sendo investigado.

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