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Previsão: Houston Rockets (1º) x (5º) Utah Jazz

Equipe de Salt Lake City entra desfalcada e como “azarão” em disputa com time de melhor campanha da liga

Houston Rockets (1º) x (5º) Utah Jazz

Confrontos na temporada: Houston Rockets 4 x 0 Utah Jazz

05 NOV – Rockets 137 x 110 Jazz
07 DEZ – Jazz 101 x 112 Rockets
18 DEZ – Rockets 120 x 99 Jazz

26 FEV – Jazz 85 x 96 Rockets

 

Programação da série

29-04: Rockets x Jazz – 16h30 (em Houston)
02-05: Rockets x Jazz – 20h00 (em Houston)
04-05: Jazz x Rockets – 22h30 (em Utah)
06-05: Jazz x Rockets – 20h00 (em Utah)
08-05: Rockets x Jazz – horário a ser definido (em Houston)*
10-05: Jazz x Rockets – horário a ser definido (em Utah)*
14-05: Rockets x Jazz – horário a ser definido (em Houston)*

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* Se necessário
Horários de Brasília

https://www.youtube.com/watch?v=c7veHQL5dkY

Houston Rockets (65-17)

Time-base: Chris Paul, James Harden, Trevor Ariza, P.J. Tucker, Clint Capela

Reservas com mais tempo de quadra: Eric Gordon, Nenê Hilário, Ryan Anderson, Luc Richard Mbah-a-Moute (lesionado), Gerald Green

Técnico: Mike D’Antoni

 

Utah Jazz (48-34)

Time-base: Ricky Rubio (Dante Exum), Donovan Mitchell, Joe Ingles, Derrick Favors, Rudy Gobert

Reservas com mais tempo de quadra: Jae Crowder, Royce O’Neale, Alec Burks, Jonas Jerebko

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Técnico: Quin Snyder

Análise do confronto

É provável que Rockets e Jazz seja o confronto de extremos definitivo dos playoffs deste ano. Será a série entre um dos dois melhores ataques e uma das duas mais eficientes defesas da temporada, uma equipe de resoluções rápidas e envolventes contra o dono de um dos ritmos mais lentos da liga. Mas, apesar da sugestão de equilíbrio, vários indícios apontam para um claro favorito aqui.

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O Rockets venceu os quatro jogos diante do oponente nesta temporada, por uma diferença média de absurdos 17.5 pontos. Um indicativo forte é o duelo de 26 de fevereiro, quando venceram o Jazz completo e vivendo seu melhor momento. Os texanos coletaram mais rebotes em todas as partidas e acertaram mais de 15 arremessos de longa distância em três delas. Foi um massacre.

Esse atropelamento foi liderado pela dificuldade em marcar James Harden e Chris Paul. O Jazz tem evidente predileção por defender pick and rolls mantendo Rudy Gobert – um dos melhores protetores de aro da liga – mais próximo da cesta. A abordagem, que funcionou bem contra um infiltrador Russell Westbrook, oferece arremessos de média e longa distância que os astros do Rockets aproveitam.

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Nos jogos da temporada, Gobert foi obrigado a afastar-se do garrafão para tentar marcar os armadores no perímetro – e eles tiveram bastante sucesso atacando a cesta para conseguir cestas fáceis ou passes para chutadores no drive and kick. Esse problema tende a ser ainda mais explorado agora, já que Ricky Rubio deve desfalcar o Jazz por, no mínimo, duas partidas.

Na ausência de Rubio, outro problema que aparece é quem pode ser o “defensor principal” de Harden. A tendência é que Ingles comece nessa função, mas o ala australiano possui agilidade para a ingrata tarefa? Talvez, a solução mais lógica seja usar Royce O’Neale como titular – o que sobrecarrega Donovan Mitchell e o próprio Ingles em termos de criação ofensiva.

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A defesa do Rockets também parece, em essência, encaixar-se muito bem contra o ataque do Jazz, a julgar pelos jogos da temporada regular: a presença de diversos atletas versáteis defensivamente, que podem trocar marcação constantemente, afeta a capacidade de infiltração e a troca de passes dos comandados de Quin Snyder. Isso estagna um ataque já lento e pouco criativo.

Um dos surpreendentes trunfos de Utah na série contra o Oklahoma City Thunder também está em risco nesse confronto: Derrick Favors. O ala-pivô bate de frente com chutadores bem mais capazes agora do que contra o Thunder, como Trevor Ariza e P.J. Tucker. É provável que Snyder não consiga manter suas formações mais altas, com Favors e Gobert, em quadra por longos períodos.

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A chance do Jazz nesse confronto inicia no entrave do ritmo do jogo, certamente. A mais equilibrada das quatro partidas vistas na temporada regular foi aquela com o menor número de pontos e posses. Não é segredo para ninguém que, quanto mais lento, travado e fechado, melhor para o quinto colocado do Oeste. Mas isso só será uma tarefa muito mais tangível quando Rubio retornar, provavelmente.

O caminho também estaria em impor sua forma de jogar, com as formações mais altas do Jazz “castigando” a equipe mais leve, baixa e ágil do Rockets. Para isso, porém, a história dos rebotes precisará mudar de forma radical em comparação à temporada regular e os pivôs terão que ser mais agressivos do que de costume – algo improvável, já que Gobert e Favors não são jogadores polidos ofensivamente.

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É muito fácil simpatizar com o Jazz: além de ter um dos melhores calouros da liga, a verdade é que encontrar times com foco em defender é cada vez mais raro na NBA. A equipe também vive grande fase pós-Jogo das Estrelas. Mas, aqui, a coisa parece realmente complicar-se: se Houston confirmar a lógica e criar aqueles bons arremessos que já conseguiu contra Utah na temporada regular, a série dificilmente vai longe.

Palpite

Houston Rockets 4 x 1 Utah Jazz

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