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Previsão da temporada – Houston Rockets

Com Chris Paul, o time de Houston tenta dar um passo adiante na conferência Oeste

Houston Rockets

Campanha em 2016-17: 55-27, terceiro colocado na conferência Oeste
Playoffs: eliminado pelo San Antonio Spurs na semifinal da Conferência Oeste, em seis jogos
Técnico: Mike D’Antoni (2ª temporada)
GM: Daryl Morey (11ª temporada)
Destaques: James Harden e Chris Paul
Time-base: Chris Paul – James Harden – Trevor Ariza – Ryan Anderson – Clint Capela

Elenco

3 – Chris Paul, armador
6 – Bobby Brown, armador
2 – Demetrius Jackson, armador
14 – George de Paula (Georginho), armador
13 – James Harden, ala-armador
10 – Eric Gordon, ala-armador
55 – Tim Quarterman, ala-armador
17 – Isaiah Taylor, ala-armador
1 – Trevor Ariza, ala
4 – PJ Tucker, ala
12 – Luc Mbah A Moute, ala
5 – Troy Williams, ala
0 – Cameron Oliver, ala
33 – Ryan Anderson, ala-pivô
42 – Nenê, ala-pivô/pivô
28 – Tarik Black, ala-pivô
15 – Clint Capela, pivô
9 – Zhou Qi, pivô
21 – Chinanu Onuaku, pivô

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Quem chegou: Chris Paul, PJ Tucker, Tarik Black, Qi Zhou, Luc Mbah A Moute, George de Paula

Quem saiu: Patrick Beverley, Lou Williams, Sam Dekker, Montrezl Harrell, Darrun Hilliard, DeAndre Liggins, Kyle Wiltjer

Revisão

A temporada 2016-2017 do Rockets começou com a contratação de Mike D’Antoni como treinador da equipe. Conhecido pelo seu estilo ofensivo rápido e agressivo, mas com defesa falha, as expectativas não eram das mais altas. A mudança de James Harden para principal armador da equipe também gerava dúvidas.

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Contudo, a temporada chegou e a desconfiança deu lugar à esperança. Harden jogou em um nível altíssimo, sendo o segundo colocado na votação de MVP para a temporada. Com o barbudo chamando atenção extra da marcação adversária, eram muitas as ocasiões em que o Rockets tinha a possibilidade de rodar a bola e encontrar um homem livre para um arremesso de longa distância. E a equipe não teve medo de chutar: com 3.306 tiros de três. O time de Houston teve mais de 500 tentativas a mais no quesito que o segundo colocado na lista.

O estilo de jogo do Rockets trouxe o melhor basquetebol de jogadores como Lou Williams e Eric Gordon. O garrafão composto por Clint Capela e Ryan Anderson na rotação titular se mostrou bem efetivo, com características complementares entre os dois jogadores. O que se via em quadra era um time que sabia o que precisava fazer para sair de quadra com a vitória, e com impressionante poder de reação.

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O melhor momento da equipe foi perto da virada do ano, quando embalou 20 triunfos em 22 partidas disputadas, chegando ao impressionante desempenho de 31-9 àquela altura. Após isso, o desempenho até o final do ano caiu, como era de se esperar, mas os torcedores do Rockets viam em Harden e cia uma possibilidade surpreender na pós-temporada.

Nos playoffs, o que se viu foi uma equipe extremamente competitiva. Após eliminar o Oklahoma City Thunder, sem muitos problemas, em cinco jogos, o Rockets contou com uma grande atuação coletiva para ganhar o primeiro jogo da série contra o San Antonio Spurs e roubar a vantagem do mando de quadra no confronto. A partir daí, contudo, a equipe não conseguiu repetir o mesmo nível de apresentação. No jogo 5 da série, uma emocionante partida com direito a prorrogação terminou num toco fantástico de Manu Ginobili sobre James Harden, e aquele parece ter sido o último suspiro da equipe no ano, tendo sido facilmente eliminada no jogo seguinte.

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O perímetro

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O Rockets tem um dos melhores perímetros dos últimos anos da NBA, aliando criação ofensiva, excelentes passadores, ótimo arremesso e presença defensiva nas alas.

James Harden teve uma temporada fantástica ano passado, e muitos acreditam que o astro do Rockets deveria ter ganhado o MVP da temporada regular. A transição para armador deu muito certo, mas a tendência é que Harden volte a desempenhar um pouco mais a função de ala-armador com a chegada de Chris Paul ao elenco. Falando em Chris Paul, o ex-armador do Clippers chega como uma das maiores aquisições da offseason. A dupla deve dar muito o que falar em seu primeiro ano jogando junta.

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O perímetro titular é completado pela presença de Trevor Ariza, uma excelente peça defensiva para complementar a dupla de armadores. No banco, o Rockets conta a veterana presença de Eric Gordon, que já foi muito bem ano passado atuando em situação parecida. Além dele, a equipe de Houston conta com outros dois excelentes defensores no perímetro: PJ Tucker e Luc Mbah A Moute. Enquanto pode se questionar a capacidade dos alas do Rockets de criar jogadas por conta própria, a tendência é que Harden e Paul chamem tanta atenção da defesa adversária que os outros jogadores de perímetro devem ter matchups favoráveis no ataque.

O garrafão

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Se o perímetro do Rockets é o diferencial da equipe, o mesmo não pode ser dito do garrafão. Ainda que todos os jogadores sejam úteis e se complementem bem, falta uma grande referência no garrafão do Rockets para conseguir pontos fáceis embaixo da cesta.

A rotação titular no garrafão deve ser composta por Ryan Anderson e Clint Capela. Anderson não foi a força que se esperava na temporada passada, e existem dúvidas se o veterano ala-pivô pode repetir atuações dos tempos de New Orleans Pelicans e Orlando Magic. Ainda assim, ele apresenta um excelente arremesso de três pontos e é outra opção para abrir a quadra. Já Capela continua com repertório ofensivo limitado, mas é uma importante presença na defesa interior do Rockets, e vem evoluindo a cada temporada.

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A quantidade de opções no banco de reserva também é um fator preocupante para o Rockets. Nenê tem uma boa presença de garrafão e sabe criar seu próprio arremesso, mas o brasileiro tem muitos altos e baixos, além de constantes lesões, como foi o caso nos playoffs da temporada passada. Além dele, o chinês Zhou Qi promete ser um prospecto muito interessante: com mais de 2.16m, ele tem apenas 21 anos e já obteve destaque na liga chinesa. Resta saber como será a adaptação do chinês ao jogo mais físico e intenso da NBA.

Análise geral

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O Rockets deve ser um dos principais times da conferência Oeste durante a temporada. A chegada de Paul torna o time mais perigoso, ainda que tenha prejudicado a qualidade do banco de reservas da equipe, um dos grandes trunfos durante a boa temporada de 2016-17.  

Um dos principais problemas da temporada passada era a sobrecarga ofensiva em cima de Harden, responsável por pontuar ou assistir em uma porcentagem extremamente elevada, comparável apenas com a de Russell Westbrook. A chegada de Paul tende a aliviar a pressão sobre Harden, e diversificar um pouco o ataque. A defesa no perímetro também era uma grande preocupação: Ariza é consistente no setor defensivo, mas os reservas não estavam à sua altura no quesito. As chegadas de PJ Tucker e Luc Mbah A Moute devem dar um pouco mais de descanso a Ariza, visto que os dois recém-chegados têm capacidade de marcar, ou ao menos conter, astros da liga na posição.

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Outro possível problema era a falta de maior repertório ofensivo dentro da área pintada. Contudo, Daryl Morey e Mike D’Antoni parecem não considerar essa uma prioridade tão grande. A prova disso é que não houve grandes mudanças nessas posições. Se Qi Zhou se mostrar útil para equipe, e Nenê se mantiver saudável, a tendência é que a performance no garrafão evolua. Contudo, as duas condições estão longe de serem garantidas.

O Rockets sintetiza em seu elenco a nova tendência da NBA de se afastar dos pivôs como referência e contar cada vez mais com amadores talentosos. Conhecida por sua preferência a chutes que aumentem a quantidade de pontos esperados (arremessos de três pontos ou de perto do garrafão, evitando o chamado mid-range game), a equipe comandada por Harden e Paul deve manter seu estilo de jogo mais ou menos intacto. Resta saber se os problemas que assolaram a equipe ano passado se repetirão. Caso isso não ocorra, o Rockets tem tudo para ser a principal ameaça ao Warriors na conferência Oeste.

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Previsão: segundo colocado na conferência Oeste

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