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Revisão da temporada – Washington Wizards

Equipe de Washington não conseguiu a classificação para os playoffs em 2015/16

Washington Wizards (41-41)

Temporada regular: 10º lugar da conferência Leste
Playoffs:
não se classificou
MVP da campanha: John Wall (19.9 pontos, 4.9 rebotes, 10.2 assistências, 1.9 roubos de bola)

Pontos positivos

– John Wall novamente teve flashes de genialidade e foi uma verdadeiro floor general para a franquia da capital. Talvez mais importante, essa foi a terceira temporada seguida em que Wall mostrou-se saudável e perdeu cinco ou menos jogos na temporada, uma marca só atingida uma vez nas primeiras três temporadas do armador.

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– A evolução de Otto Porter Jr: a terceira temporada do ala de Georgetown foi sólida após a difícil missão de substituir Paul Pierce.

– Markieff Morris foi uma sólida adição a um garrafão que contava com Nenê e Marcin Gortat, dois jogadores de pouca presença ofensiva fora da área pintada.

Pontos negativos

– Bradley Beal não evoluiu o esperado; o ala-armador novamente sofreu com diversas lesões, registrando apenas 55 jogos na temporada, a pior marca de sua carreira. Quando em quadra, Beal foi abaixo do esperado para aquele que é considerado um dos ala-armadores com maior potencial na liga.

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– O garrafão não foi um grande diferencial da equipe: a franquia ficou entre as cinco piores nos quesitos rebote ofensivo e tocos por jogo, mostrando pouca capacidade de criar jogadas que animassem a torcida e puxassem o time de volta para a partida.

– Falando em torcida, o Wizards foi inconsistente jogando em seus domínios: apenas 76ers, Nets e Knicks tiveram menos vitórias como mandante na Conferência Leste .

– Inconsistência nos arremessos de lance livre. Prova disso é que nenhum jogador do Wizards converteu mais que 80% dos arremessos da linha, a única equipe a não atingir tal marca.

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Análise

Após boa campanha nos playoffs em 2014-2015, as expectativas para o Wizards eram muito altas ao começo da temporada 2015-2016. Mas a euforia durou pouco. Uma surpreendente vitória sobre o Spurs com direito a 45 pontos de Bradley Beal colocou a equipe em 3-1 para começar o mês de novembro, mas daí para frente a equipe caiu ladeira abaixo.

Muito inconsistente, o Wizards teve quatro séries de ao menos três derrotas consecutivas ao longo da temporada. A equipe apresentava pouco poder de reação e uma peculiar dificuldade em jogos back-to-back (em dias seguidos): das 16 ocasiões em que isso ocorreu, foram apenas 2 as vezes que o Wizards conseguiu vencer ambos os confrontos.

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As coisas pareciam melhorar um pouco após a pausa para o All-Star Game e a subsequente troca que trouxe o ala-pivô Markieff Morris. Um marcante embate contra o Golden State Warriors colocou Wall e Stephen Curry frente a frente, e os armadores combinaram para 93 pontos em uma vitória da franquia da Califórnia. Mesmo assim, os sinais de recuperação eram claros, e após esse confronto, a franquia embalou nove vitórias em 13 jogos. Com a boa sequência, a equipe igualou a marca de 50% de aproveitamento com 30 vitórias e 30 derrotas e parecia destinada para uma arrancada rumo aos playoffs da Conferência Leste.

Contudo, uma sequência de cinco derrotas foi o suficiente para praticamente colocar fim às esperanças de playoffs para o Wizards. A equipe até conseguiu reagir e fechar a temporada com 50% de aproveitamento, mas uma alta concorrência na Conferência Leste fez com que a equipe acabasse na 10ª posição, dando ponto final a uma frustrante temporada para os torcedores da franquia de Washington.

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Futuro

Ao final da temporada, a franquia decidiu demitir Randy Wittman e contratar Scott Brooks, ex-treinador do Oklahoma City Thunder. As movimentações no mercado durante a pós-temporada foram relativamente escassas, com a principal aquisição sendo o armador Trey Burke em troca com o Utah Jazz. Burke chega para ser o reserva imediato de John Wall. A presença defensiva no garrafão, outra carência da equipe, foi parcialmente resolvida com a aquisição do pivô ex-Indiana Pacers Ian Mahinmi, dono da 10ª melhor marca da temporada em defensive rating. Por outro lado, o brasileiro Nenê Hilário saiu da equipe após pouco mais de 4 temporadas com a franquia da capital americana.

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Ainda assim, a franquia não teve nenhuma escolha no draft. Enquanto isso não aparenta ser um grande problema para uma equipe cuja média de idade é 25.8, uma das menores da liga, o garrafão não tem nenhum jovem de grande potencial, e o perímetro não conta com nenhum veterano experiente. Essa falta de mescla entre juventude e experiência entre as posições da equipe pode-se mostrar problemática ao longo da temporada.

Enquanto que uma réplica da temporada 2014-2015, com a equipe chegando às semi-finais da Conferência Leste, parece improvável, a expectativa dos torcedores do Wizards é que a franquia apresente uma melhora em 2016-2017 para evitar o mesmo decepcionante desfecho da última temporada. Caberá a promissora dupla Wall e Beal apresentar uma consistência para liderar a equipe ao longo da temporada e recolocar o Wizards na disputa dos playoffs da Conferência Leste.

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