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Revisão da temporada – Houston Rockets

Temporada dos texanos foi marcada por troca de técnico e problemas entre Dwight Howard e James Harden

Houston Rockets (41-41)

Playoffs: eliminado na primeira rodada pelo Golden State Warriors em cinco jogos.

MVP do time na campanha: James Harden (29.0 pontos, 7.5 assistências, 6.1 rebotes, 1.7 roubada de bola)

Pontos Positivos

– James Harden: o barbudo elevou suas médias nos principais quesitos nesta temporada. Apesar de não conseguir levar sua equipe a repetir a ótima campanha da penúltima temporada, o ala-armador de 27 anos em termos individuais, fez uma temporada incrível com ótimas médias. O próprio Kevin Durant alegou que foi um pecado seu antigo companheiro não estar nos times ideais da NBA com estes números.

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– Forte ataque: a equipe do Texas ofensivamente foi uma das melhores da liga. Na pontuação, terminou na quarta posição com 106.5 pontos por partida. Além disso, foi o segundo time com mais bolas tentadas de três pontos, terminando também em segundo nos arremessos convertidos de longa distância. Para finalizar, foi a equipe com maior média de lances livres em toda a liga (29.4 por jogo)

– Clint Capela: isso mesmo. O pivô de 22 anos foi uma agradável surpresa nesta temporada. Com as lesões de Motiejunas e Josh Smith, o garrafão do Rockets precisou do suíço. Ele provou ser um bom defensor e poderá até começar como titular na próxima campanha com a saída de Dwight Howard da equipe.

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Pontos negativos

– Relação entre Howard e Harden: não é segredo para ninguém a relação conturbada entre os dois atletas, inclusive Howard recentemente admitiu os problemas com o ala-armador e como isso influenciou no baixo desempenho da equipe. Se serve de consolo para o torcedor do Rockets, é que finalmente Howard deixou a franquia e teoricamente os problemas de vestiário acabaram.

– Saída de Kevin McHale: a saída do treinador  – que possui o melhor aproveitamento da história da franquia com 59% – após 11 jogos definitivamente pesou na campanha ruim que o time texano viria a fazer. Tudo bem que a equipe tinha somente quatro vitórias, mas o treinador levou seus comandados a uma final de conferência no ano anterior.

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– Ty Lawson: a passagem do armador de 28 anos pela equipe texana foi um completo desastre. Ele que chegou como o primeiro armador e seria o cara para ajudar Harden no comando da equipe, perdeu rapidamente a titularidade, além de se envolver com problemas fora de quadra e desfalcar o elenco em duas ocasiões por punições da NBA. Disputou apenas 51 jogos na temporada, somente 12 como titular, registrando médias 6.0 pontos e 3.5 assistências, em pouco mais de 22 minutos de ação.

– Má campanha: por consequência dos problemas já citados, o Rockets não conseguiu repetir a ótima campanha que fez na penúltima temporada, quando terminou na segunda colocação na disputada conferência Oeste. Esperava-se um desempenho se não igual, algo próximo a isso. Classificou-se em oitavo lugar nas rodadas finais e não teve chances nenhuma contra o Warriors nos playoffs.

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Análise

Pode-se dizer que o Rockets deu um passo para trás nesta temporada. Depois de um excelente ano no qual o time conseguiu chegar nas finais da conferência Oeste, a saída de Kevin McHale no comando do elenco, entre outros problemas, fizeram com que a equipe não atingisse o basquetebol jogado anteriormente.

O que se viu dentro de quadra foi uma equipe desorganizada defensivamente – terminou como o sexto time que mais cedeu pontos por jogo ao adversário – e os bons números no ataque, foi muito mais por uma questão individual, principalmente de James Harden, do que um conjunto trabalhando bem a bola para encontrar o melhor companheiro para arremessar.

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Além do mais, a temporada toda foi marcada por notícias e rumores da relação envolvendo o ala-armador e Howard que acabaram atrapalhando o elenco dentro e fora de quadra. Estava mais do que claro que o estilo de jogo dos dois não combinavam. Enquanto Harden tentava acelerar o jogo na maior parte do tempo, o pivô procurava diminuir o ritmo da partida dentro do garrafão, utilizando de sua força física para conseguir pontuar.

Futuro

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A temporada do Houston Rockets não foi fácil. A má relação entre os principais jogadores da franquia, troca de treinador no começo da campanha, atleta problemático, tudo o que já foi dito agora há pouco. No entanto, com uma certa organização a equipe pode voltar a brigar pelas primeiras colocações da conferência Oeste. Para isso, a franquia contratou o experiente Mike D’Antoni, que deverá impor seu sistema de rápida transição, arremessos de três pontos e muita movimentação.

Estilo de jogo que se encaixa muito com o de James Harden. O barba que obteve suas melhores médias na carreira, possivelmente está em seu auge como atleta e deverá ter mais um ano com números impressionantes. Além dele, apenas Oscar Robertson, Michael Jordan e LeBron James conseguiram uma temporada de pelo menos 29 pontos, sete assistências e seis rebotes. Para auxiliá-lo na armação, Patrick Beverley segue como o titular na posição, mas a aquisição de Eric Gordon no elenco é uma boa alternativa para D’Antoni. Fechando o perímetro, Trevor Ariza deve começar jogando, disputando minutos com Corey Brewer e Michael Beasley.

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Na área pintada, a disputa por posição e minutos de quadra possivelmente será mais aberta. A franquia texana correu atrás de Ryan Anderson e do brasileiro Nenê. Anderson é outro atleta que se encaixa no estilo de jogo do novo treinador e poderá ser bem útil para a equipe. Já Nenê deverá ter seus minutos de quadra, realizando mais ou menos a função que Howard fazia em outras temporadas. Os caras grandes que permaneceram (pelo menos por enquanto): Donatas Motiejunas, Josh Smith e Clint Capela são os outros nomes que devem aparecer em quadra pelo Rockets.

O time de Houston vem para a próxima temporada com mudanças consideráveis. Trocou o técnico, saiu um dos atletas que causava problemas internos e foram contratados outros com estilo de jogo do novo comandante. D’Antoni terá jogadores a sua disposição que podem funcionar com seu estilo de jogo, mas o treinador que é conhecido por não preocupar-se muito com a defesa, vai ter trabalho para achar uma maneira com que a equipe não sofra tantos pontos como na última campanha (embora o Rockets tenha encerrado como a 8ª melhor eficiência defensiva, terminou em 20º lugar em pontos sofridos por jogo).

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